O secretário de Segurança Pública do Piauí (SSP), Chico Lucas, comentou nesta segunda-feira (19) os rumores sobre uma possível indicação para o comando da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em entrevista ao Portal O Dia, o gestor confirmou que tem dialogado com representantes do Governo Federal, mas negou qualquer definição sobre sua ida para Brasília.
“Tive algumas conversas, mas estou acompanhando essa movimentação pela imprensa nacional. Aguardando qualquer novidade mais concreta”, afirmou o secretário.
A possível mudança ocorre após a posse do novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César, que assumiu o cargo na quinta-feira (15). O nome de Chico Lucas vem sendo avaliado por integrantes do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp), que defendem a escolha de um gestor técnico e com experiência na área. O conselho chegou, inclusive, a sugerir o nome do piauiense para o ministério que Segurança Pública, que seria criado com a saída de Lewandowski.
A gestão de Chico Lucas à frente da SSP-PI é vista como positiva dentro do governo e no fórum nacional de segurança, com destaque para ações integradas e redução de indicadores criminais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem sinalizado que a nova fase da pasta dará prioridade à segurança pública, tema considerado central para a agenda do governo nos próximos anos.
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Em caso de confirmação da ida de Chico Lucas ao governo federal, alguns nomes já circulam nos bastidores como possíveis substitutos na Secretaria de Segurança do Piauí. Entre eles estão Jetan Pinheiro, atual subsecretário da SSP e filiado ao PT, além de Matheus Zanatta e Luccy Keiko, ambos citados como opções internas para dar continuidade às políticas em andamento.
Na posse, o ministro Wellington César afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ser uma política de Estado, articulando União, estados e municípios. “Ações isoladas, ainda que eficientes, não são suficientes para enfrentar estruturas criminosas complexas e financeiramente organizadas. O combate ao crime organizado não é tarefa apenas de governo, mas de Estado, e exige a participação do Ministério Público, do Poder Judiciário e de todos os órgãos do Executivo, em uma coordenação à altura do desafio”, declarou o ministro.
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