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Após empregada ser agredida no MA, projeto de lei quer fortalecer proteção às domésticas

Caso de agressão motivou debate de novo projeto de lei no Senado; empresária presa suspeita de cometer a agressão foi presa no Piauí.

08/05/2026 às 10h17

Começou a tramitar no Senado um projeto de lei que cria o Programa Nacional de Proteção à Trabalhadora Doméstica, estabelecendo uma rede de apoio para mulheres que sofrem violência nessa forma de relação de trabalho. Entre outros pontos, o PL 2.243/2026 define prioridade no atendimento às trabalhadoras domésticas vítimas de violência e canais seguros para denúncia de abusos.

O tema ganhou destaque na imprensa nos últimos dias devido ao caso de uma trabalhadora doméstica de 19 anos, grávida, que denunciou ter sido vítima de agressões e tortura cometidas por uma ex-empregadora na cidade de Paço do Lumiar (MA), na região metropolitana de São Luís.

Após empregada ser agredida no MA, projeto de lei que tramita no Senado quer fortalecer proteção às domésticas - (EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO) EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO
Após empregada ser agredida no MA, projeto de lei que tramita no Senado quer fortalecer proteção às domésticas

“O caso ocorrido no Maranhão chocou o país e expõe uma realidade que ainda precisa ser enfrentada com firmeza: a vulnerabilidade de milhares de mulheres dentro do ambiente de trabalho”, afirmou Eliziane em publicação em suas redes sociais, autora do projeto de lei.

Um dos pontos centrais da proposta é o endurecimento da legislação penal para quem comete crimes desse tipo. O texto agrava as penas previstas no Código Penal quando a violência ocorre contra trabalhadoras domésticas, com um cuidado ainda maior se a vítima for gestante. O Programa Nacional de Proteção à Trabalhadora Doméstica também propõe medidas de prevenção e suporte social, buscando integrar órgãos de fiscalização e assistência para oferecer acolhimento psicológico e jurídico às vítimas.

O poder público ainda poderá promover campanhas de conscientização sobre os direitos das trabalhadoras domésticas e os mecanismos de proteção contra a exploração no ambiente de trabalho.

Na justificação do projeto, Eliziane explica que o projeto enfrenta uma realidade “historicamente invisibilizada” das trabalhadoras domésticas, que muitas vezes são submetidas a agressões físicas, humilhações, jornadas abusivas e violações de direitos fundamentais. Ela acrescenta que a vulnerabilidade social agrava a exposição dessas mulheres a vários tipos de violência.

Empresária foi presa no Piauí

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa nesta quinta-feira (7). A informação foi confirmada via redes sociais pela advogada de defesa da investigada, Nathaly Moraes. Carolina foi presa em Teresina e não em Paço do Lumiar, onde reside, porque veio deixar o filho de seis anos com familiares, sabendo que iria ser presa. “A criança não tem nenhum parente no Maranhão além dela e não teria com quem ficar. Por isso ela o trouxe para Teresina, onde há pessoas que podem cuidar dele”, explicou Nathaly Moraes.

A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina acusada de agredir doméstica  grávida - (Reprodução/Redes Sociais) Reprodução/Redes Sociais
A empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa em Teresina acusada de agredir doméstica grávida

As buscas por Carolina iniciaram na última quarta-feira (06), depois que a polícia esteve em sua residência para intimá-la e não a encontrou. Consta no relatório policial que a empresária torturou uma jovem de 19 anos grávida de cinco meses, que trabalhava em sua casa. Ela teria acusado a jovem de roubar uma joia teria começado a agredi-la para que ela falasse onde havia escondido o objeto.

Carolina teve sua prisão preventiva decretada nesta madrugada pela Justiça do Maranhão após pedido da Polícia Civil.


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Com informações da Agência Senado