A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para setembro de 2026, conforme anúncio feito na última sexta-feira (28). Com a decisão, os consumidores continuarão pagando uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos na conta de luz.
A bandeira amarela está em vigor no país desde maio e será mantida pelo quinto mês consecutivo. O sistema de bandeiras tarifárias considera as condições de geração de energia e permite repassar ao consumidor, de forma mensal, parte dos custos associados à produção de eletricidade.
Segundo a Aneel, a manutenção da bandeira amarela está relacionada a condições menos favoráveis para a geração de energia. Nesse cenário, pode ser necessário utilizar fontes de produção com custos mais elevados, o que é refletido na cobrança adicional aplicada às contas de energia.
Na prática, o valor extra depende do consumo registrado no imóvel. Uma residência que consuma 100 kWh durante o mês terá R$ 1,885 acrescentados à tarifa referente à bandeira amarela. Em consumos maiores, o valor adicional aumenta proporcionalmente.
Como funciona a bandeira tarifária
O sistema criado pela Aneel utiliza cores para indicar as condições de geração de energia elétrica no país. A bandeira verde representa um cenário favorável e não acrescenta cobrança à conta de luz.
Já a bandeira amarela indica condições menos favoráveis e acrescenta R$ 18,85 por megawatt-hora (MWh) utilizado, equivalente a R$ 1,885 a cada 100 kWh.
Quando as condições ficam mais desfavoráveis, podem ser acionadas as bandeiras vermelhas. No patamar 1, a cobrança adicional é de R$ 44,63 por MWh, ou R$ 4,463 a cada 100 kWh. No patamar 2, considerado o cenário de maior custo, o adicional chega a R$ 78,77 por MWh, equivalente a R$ 7,877 a cada 100 kWh.
A definição das bandeiras está relacionada principalmente às condições de geração de energia. Em períodos de menor disponibilidade de recursos para as hidrelétricas, por exemplo, pode ser necessário recorrer mais às usinas termelétricas, que apresentam custos de geração mais elevados.
O sistema permite que essa variação seja indicada diretamente na conta de energia, em vez de os custos serem considerados apenas posteriormente nos processos de reajuste tarifário. A cor definida para cada mês é divulgada pela Aneel antes do período de cobrança.
Com a bandeira amarela mantida em setembro, a recomendação é que os consumidores acompanhem o próprio consumo de energia. Equipamentos que permanecem ligados por longos períodos, além do uso simultâneo de aparelhos de maior potência, podem aumentar o valor final da conta.
A bandeira tarifária, porém, não representa um novo imposto nem altera isoladamente o valor-base da tarifa de energia. A cobrança é um adicional aplicado conforme o consumo de eletricidade durante o período em que determinada bandeira estiver vigente.