“À beira da estrada em Cajueiro da Praia, no litoral do Piauí, vive e faz arte uma mulher que é só sorriso”, descreveu Pedro Bial, poeta, escritor e jornalista, ao se encontrar com Nêda Lopes, a mulher que transforma tábuas de canoas e madeiras trazidas pela maré em arte e sustento.
O encontro foi divulgado por Nêda Lopes em suas redes sociais na véspera de Natal, quarta-feira (24). Durante sua passagem pelo Piauí, o jornalista se encantou com os versos de Nêda e recitou um de seus poemas, “Acordei Velho”, que fala sobre o passar do tempo e o desejo de viver tudo o que ainda se sonha — entre o balançar da rede e o passar dos dias.
Ao compartilhar o encontro, Nêda brincou com o nome do programa do apresentador, dizendo que “agora posso dizer que tive uma Conversa com Bial”, ou que ele poderia afirmar que “teve um Café com a Nêda”, descrevendo ambos como “dois programas imperdíveis”.
“Ele é grande, gigante não só no tamanho, uma pessoa sensível e simples demais. Ele escuta de verdade, com o coração, e a conversa foi tão boa que ele voltou com a linda Maria Prata, que eu achei maravilhosa. Enfim, teve conversa, poesia e muitas risadas”, contou Nêda, desejando que o casal volte sempre.
Nêda Lopes é uma artesã piauiense reconhecida por retratar o vilarejo de Barra Grande, onde vive, construindo “vilinhas” — pequenas casinhas feitas com restos de canoas e madeiras que guardam histórias do mar e do povoado. Há mais de 20 anos produzindo arte, passou a comercializar suas peças há cerca de nove anos e, em 2024, recebeu a Medalha do Mérito Renascença, a maior honraria concedida pelo Estado do Piauí. Suas obras já foram expostas em salões e mostras em várias partes do Brasil.