Luzes misteriosas, objetos luminosos e movimentos incomuns no céu têm despertado curiosidade e receio entre moradores de Barras, no Norte do Piauí. Os registros foram feitos no povoado Cajazeira, zona rural do município, e publicados nas redes sociais, onde rapidamente viralizaram e chamaram a atenção de pesquisadores e grupos de ufologia de várias partes do país.
O ufólogo e pesquisador Edison Boaventura Júnior, autor do livro “ETs de Varginha: Montando o Quebra-cabeças”, afirmou em entrevista ao Portal O Dia que o Piauí está na rota de aparições de objetos voadores não identificados (OVNIs). Ele cita municípios como Miguel Leão, União, São Raimundo Nonato, Piracuruca, Amarante e agora Barras, como pontos recorrentes de registros de luzes e fenômenos aéreos.
“O Piauí está na rota dos ovnis e várias cidades já foram sobrevoadas pelos ‘aparelhos’. Em Teresina nós temos a lenda do Cabeça de Cuia, que algumas pessoas acreditam que poderia ser até uma identificação de um ser desses greys, que têm cabeça desproporcional. Mas a gente sabe que naqueles rios ali, onde apareceu o Cabeça de Cuia, também vez ou outra aparecem naves e ovnis que assustam as populações ribeirinhas”, relatou o ufólogo.
Boaventura, que já investigou centenas de casos no Brasil e no exterior, afirmou ter visitado o Piauí em diferentes ocasiões, incluindo a Estação Alnilan, localizada na zona rural de União, onde há um espaço dedicado à pesquisa de fenômenos aéreos não identificados, tratado pelos criadores como um “santuário” para contato com seres extraterrestres.
O pesquisador relembra que o estado já foi cenário de um episódio de grande repercussão nacional, ocorrido na década de 1980 em Miguel Leão, a 88 km de Teresina. Na época, moradores relataram avistamentos de um objeto luminoso semelhante a uma antena parabólica de cerca de 30 metros de diâmetro, que teria perseguido pessoas à noite.
“Miguel Leão foi invadido naquela época, em 1986, e agora, mais recentemente, em Barras, estamos tendo o mesmo fenômeno. Essas luzes aparecem na zona rural, perseguindo pessoas, sendo filmadas também, e já chamaram a atenção de pesquisadores piauienses e de outras partes do Brasil”, disse.
Boaventura explicou ainda que desde 2020 há um aumento expressivo de registros de luzes misteriosas em todo o mundo, impulsionado pela popularização dos celulares e câmeras de alta resolução. No entanto, ele alerta que nem todos os casos representam fenômenos extraterrestres, já que drones, satélites e balões meteorológicos também podem gerar confusões.
“Hoje existe Satélite Starlink, drones e balões que vez ou outra são identificados como ovnis, mas na verdade são objetos voadores convencionais. Por as pessoas não estarem acostumadas a olhar para o céu e conhecer esses aparatos, às vezes se confundem”, explicou.
Como diferenciar um drone de um OVNI?
Segundo o pesquisador, a principal diferença está no comportamento das luzes e no tipo de movimento realizado no céu.
“O drone tem aquelas luzes de identificação, quando aparece um drone no céu e é filmado, conseguimos, por meio de análise, descobrir se é drone por conta dessas luzes de navegação, que são bem características. É bem diferente de um ovni, que se apresenta de uma forma totalmente atípica”, concluiu Boaventura.