A Universidade Federal do Piauí (UFPI) aprovou a adoção de um regime especial de atividades acadêmicas remotas para os cursos do Campus Ministro Petrônio Portella, em Teresina, em razão da greve do transporte público na capital. A medida foi oficializada por meio da Resolução Consun/UFPI nº 430, publicada na sexta-feira (22).
De acordo com a universidade, o regime remoto terá início na próxima segunda-feira (25) e será aplicado, em caráter excepcional, temporário e emergencial, aos cursos técnicos, tecnológicos, de graduação e pós-graduação. As atividades poderão ocorrer de forma síncrona ou assíncrona.
A resolução foi assinada pela reitora da UFPI, Nadir do Nascimento Nogueira, e considera os impactos causados pela paralisação do transporte coletivo em Teresina, que tem dificultado o deslocamento de estudantes, professores e servidores até o campus.
Apesar da adoção do ensino remoto, algumas atividades permanecerão presenciais. Segundo a UFPI, continuam ocorrendo normalmente as atividades desenvolvidas nas residências em saúde, os estágios curriculares obrigatórios e as atividades acadêmicas práticas que necessitem de laboratórios especializados, equipamentos específicos ou presença indispensável ao processo formativo.
Ainda conforme a resolução, o regime especial remoto permanecerá em vigor enquanto durar a greve do transporte público no município de Teresina.
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A greve dos trabalhadores do transporte coletivo de Teresina está mantida e deve começar à 0h da próxima segunda-feira (25). A decisão foi confirmada ao Portal O Dia pelo assessor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro), Cláudio Gomes. Segundo ele, em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (22), motoristas e cobradores rejeitaram a proposta de reajuste salarial apresentada pelos empresários do setor.
De acordo com o representante do Sintetro, a categoria aprovou os reajustes no ticket-alimentação e no auxílio saúde, mas considerou insuficiente a proposta de aumento salarial de 4,11%, por entender que o índice fica abaixo da inflação. Pela proposta apresentada, o ticket-alimentação passaria de R$ 650 para R$ 800, enquanto o auxílio saúde subiria de R$ 125 para R$ 150. Ambos os pontos foram aceitos pelos trabalhadores durante a assembleia.
No entanto, o impasse segue em relação ao reajuste salarial para motoristas e cobradores. De acordo com Cláudio Gomes, assessor de comunicação do Sintetro, a categoria continua aberta ao diálogo e pode voltar a se reunir caso uma nova proposta seja apresentada pelos empresários.
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