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TSE determina que filiação de Flávio ao PL seja restabelecida e libera registro de candidatura

A decisão ocorre após Flávio não ter conseguido registrar sua candidatura por aparecer no Sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão

13/08/2026 às 14h15

Atualizada às 17h

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou na tarde desta quinta-feira (13), que a filiação de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Partido Liberal seja restabelecida. A decisão ocorre após Flávio não ter conseguido registrar sua candidatura por aparecer no Sistema da Justiça Eleitoral como filiado ao partido Missão.

Flávio Bolsonaro aparece como filiado ao Missão e fica impedido de registrar candidatura - (Reprodução/Youtube) Reprodução/Youtube
Flávio Bolsonaro aparece como filiado ao Missão e fica impedido de registrar candidatura

A decisão do ministro foi tomada após o partido solicitar a desfiliação de Flávio do Missão. O caso está sendo investigado pelo TSE. A partir de agora, o PL poderá registrar a candidatura do senador no sistema da Corte. O prazo termina no próximo sábado (15).

O TSE negou que o sistema de candidaturas tenha sido hackeado e informou que alguém com as credenciais digitais do Missão realizou a filiação de Flávio ao partido.

"O Tribunal Superior Eleitoral informa que a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido Missão não foi fruto de hackeamento do sistema de filiação partidária, mas sim de uso indevido da ferramenta por parte de alguém que possuía as credenciais da legenda para efetivar filiações", declarou o TSE.

Entenda o caso

Uma certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostrou que Flávio foi filiado ao Missão no dia 12 de agosto e apontou sua desfiliação do PL na mesma data. A mudança automática de legenda impedia que o senador fosse registrado como candidato pelo PL, já que a legislação eleitoral exige filiação partidária dentro do prazo previsto para a disputa.

A equipe de Flávio afirmou que ele foi filiado ao Missão sem autorização e classificou o episódio como uma possível fraude. Os advogados do senador acionaram o TSE para tentar restabelecer a filiação ao PL e também solicitaram a investigação do caso.

Inicialmente, integrantes da campanha levantaram a possibilidade de invasão dos sistemas. O TSE, porém, informou que não houve hackeamento. Segundo o tribunal, o registro foi realizado por um representante do próprio partido Missão, que já tem Renan Santos como candidato à Presidência da República.

O Missão, por sua vez, afirmou que também foi vítima da situação e negou ter interesse na filiação de Flávio Bolsonaro. A legenda informou que pretende colaborar com as investigações e fornecer informações técnicas, como registros de acesso e endereços de IP, para identificar quem realizou a alteração.

Com supervisão de Nathalia Amaral