Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook x Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Teresina tem 167 áreas de risco e Serviço Geológico mapeia locais mais críticos; veja bairros afetados

De acordo com o estudo, sete áreas foram classificadas como de risco muito alto, 66 como alto e 94 como médio.

28/03/2026 às 09h13

28/03/2026 às 09h13

Um levantamento técnico aponta que Teresina possui 167 áreas de risco geo-hidrológico, onde vivem aproximadamente 28 mil pessoas, expostas principalmente a alagamentos, inundações e deslizamentos. Os dados fazem parte do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), entregue ao prefeito Sílvio Mendes nessa sexta-feita (27) por representantes do Serviço Geológico do Brasil e do Ministério das Cidades.

Teresina tem 167 áreas de risco e Serviço Geológico mapeia locais mais críticos; veja bairros afetados - (Reprodução/Prefeitura de Teresina) Reprodução/Prefeitura de Teresina
Teresina tem 167 áreas de risco e Serviço Geológico mapeia locais mais críticos; veja bairros afetados

De acordo com o estudo, sete áreas foram classificadas como de risco muito alto, 66 como alto e 94 como médio. A maior concentração populacional está nas áreas de risco médio, que somam mais de 24 mil pessoas, seguidas pelas áreas de risco alto, com pouco mais de 4 mil moradores, e risco muito alto, com cerca de 108 pessoas diretamente expostas.

Entre os pontos mais críticos identificados, destacam-se a Rua José Miguel Haddad, no Residencial Torquato Neto III, com mais de 8 mil moradores em área sujeita a alagamentos, e a Rua El Shaday, no bairro Lindalma Soares, onde cerca de 5,7 mil pessoas vivem sob risco de inundação. Também aparecem como áreas de maior gravidade locais como o Ramal da Cancela (Santa Teresa), Rua Colombo (Bela Vista), Rua Santa Rosa (Três Andares), Rua Flor do Tempo (Pedro Balzi) e Rua Cedro (Poti Velho), classificados como de risco muito alto. Veja mais locais no final da matéria.

O diagnóstico aponta que grande parte dessas áreas está localizada em regiões de planície, especialmente próximas aos rios Rio Parnaíba e Rio Poti, onde a ocupação irregular e o uso de aterros em solos frágeis aumentam a vulnerabilidade a enchentes e erosões. Já em áreas mais elevadas, a presença de encostas e formações rochosas favorece deslizamentos e quedas de blocos.

Segundo a Prefeitura, o plano servirá como base para direcionar ações preventivas e facilitar o acesso a recursos federais voltados à redução de desastres. Atualmente, o município já executa obras de drenagem urbana, incluindo galerias, com investimentos que ultrapassam R$ 500 milhões para minimizar os impactos das chuvas em diversos bairros.

O PMRR também orienta intervenções estruturais e medidas emergenciais, permitindo que a gestão municipal priorize as regiões mais vulneráveis e amplie a proteção da população diante de eventos climáticos extremos.

Classificação das áreas de risco:

Risco médio: Residencial Torquato Neto III, comunidade Cancela, Conjunto Pedro Balzi, bairros Angelim, Alto Alegre, Parque Jacinta, Santa Cruz, Santo Antônio, Três Andares, Cristo Rei, São Pedro, São Domingos, Santa Rosa, Lindalma Soares, Dilma Rousseff, Chapadinha, Pedra Mole, Santa Tereza, Água Mineral, Verde Lar, Cidade Nova, Mocambinho, São João, Bela Vista, Catarina, Vale Quem Tem, Mafrense, Vila da Paz, Nova Brasília, Lagoa Pantanal, Parque Alvorada, Redenção, Monte Alegre, Porto do Centro, Afonso Gil, Itararé, Parque Poti, Santana, Satélite e Parque Bumerangue.

Risco alto: Conjunto Pedro Balzi, bairros Angelim, Areias, Santa Cruz, Mocambinho, Bela Vista, Três Andares, Santa Teresa, Lagoa do Mocambinho, Alto Alegre, Verde Lar, Cidade Nova, Catarina, Chapadinha, Mafrense, Lagoa Pantanal, Afonso Gil, Porto do Centro, São Sebastião, Itararé, Recanto Pássaros, Satélite, Vale Quem Tem, Pedra Mole e Parque Bumerangue.

Risco muito alto: Ramal da Cancela (Santa Teresa), Rua Colombo (Bela Vista), Rua Santa Rosa (Três Andares), Rua Flor do Tempo (Pedro Balzi) e Rua Cedro (Poti Velho).


Você quer estar por dentro de todas as novidades do Piauí, do Brasil e do mundo? Siga o Instagram do Sistema O Dia e entre no nosso canal do WhatsApp se mantenha atualizado com as últimas notícias. Siga, curta e acompanhe o líder de credibilidade também na internet.