Segundo dados da Fundação Municipal de Saúde (FMS), em 2025, foram contabilizados 178 casos de hanseníase na população de Teresina. Isso representa uma taxa de detecção de 19,6 por 100 mil habitantes. Desse total, dois casos foram detectados na população infantil. O dado teve uma leve diminuição em relação a 2024, quando Teresina registrou 180 casos na população geral. Porém, entre menores de 14 anos, foram notificados quatro casos.
“Mesmo com a redução do número de casos nos últimos anos, a hanseníase segue como um relevante problema de saúde pública, reforçando a necessidade de intensificar as ações de vigilância, prevenção e controle da doença, em consonância com as metas da Estratégia Global para Eliminação da Hanseníase até 2030”, afirma Walfrido Salmito, diretor de Vigilância em Saúde da FMS.
Para chamar atenção da população sobre os sinais e sintomas da doença, formas de prevenção e a importância do diagnóstico precoce, fundamental para evitar sequelas e incapacidades físicas, estão sendo realizadas diversas ações, alusivas ao Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a hanseníase.
A Ponte Estaiada João Isidoro França ficará iluminada de roxo até o dia 29 (quinta-feira). Durante este período, também estarão sendo promovidas atividades educativas que buscam informar a população sobre a doença.
Nesta quarta-feira, 28 de janeiro, acontece o 3º Treinamento em Hanseníase Clínica com ênfase na Avaliação de Contatos, voltado para médicos e enfermeiros da Atenção Básica. Além disso, está acontecendo uma mobilização especial nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital, com palestras educativas, avaliação de contatos de casos acompanhados nos últimos cinco anos, aplicação de testes rápidos, busca ativa de pacientes faltosos e atividades coletivas para avaliação de manchas na pele.
Walfrido Salmito, diretor de Vigilância em Saúde da FMS, ressalta que o que é a doença e como ocorre a transmissão. “A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, conhecida como bacilo de Hansen. Ela acomete principalmente a pele e os nervos periféricos, atingindo com maior frequência braços, mãos, pernas e pés. A transmissão acontece pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente que ainda não iniciou o tratamento, por meio das vias respiratórias, como fala, tosse ou espirros.”
Onde realizar o tratamento em Teresina
No Brasil, o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os pacientes podem realizar o tratamento em domicílio, com acompanhamento regular nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Fundação Municipal de Saúde (FMS).
Para situações mais complexas, a Rede de Atenção à Saúde de Teresina oferece atendimento especializado na Dermatologia do Hospital da Polícia Militar, Hospital Universitário e no Centro Maria Imaculada.
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