Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook x Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Teresina fica entre as dez cidades mais quentes do país nesta quinta, diz Inmet

Termômetros marcaram 38,7°C na capital piauiense, segundo o Inmet; climatologista aponta El Niño como fator do calor acima da média registrado em julho

20/08/2026 às 19h18

Teresina, capital do Piauí, ficou entre as dez cidades mais quentes do país nesta quinta-feira (20). A temperatura, registrada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), marcou 38,7°C. Segundo o climatologista Werton Costa, a média de temperatura em julho deste ano foi muito superior à registrada no mesmo período de 2025, o que aponta para o impacto do El Niño no estado.

Termômetros marcaram 38,7°C na capital piauiense, segundo o Inmet. - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Termômetros marcaram 38,7°C na capital piauiense, segundo o Inmet.

“As temperaturas atuais assemelham-se a uma onda de calor; contudo, a classificação técnica exige uma anomalia de cinco graus acima da média durante, por pelo menos cinco dias consecutivos”, afirmou Werton Costa.

Mapa de calor registrado em todo país mostra temperatura mais acentuada no Piauí.  - (Inmet) Inmet
Mapa de calor registrado em todo país mostra temperatura mais acentuada no Piauí.

O climatologista destacou que, mesmo com 2025 tendo sido um ano extremamente quente, no qual diversos municípios entraram em situação de emergência, a assinatura do El Niño aponta uma variação de um a dois graus acima da média na comparação entre os dois anos. Werton, que é diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Piauí, informou ter repassado o dado à Secretaria de Saúde (Sesapi) para a adoção de medidas de proteção à população.

O El Niño é um fenômeno climático ocasionado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação dos ventos e da atmosfera e provoca fortes impactos no clima de várias regiões do planeta, como as secas que afetaram o estado no ano passado.

Cientistas já alertavam que os eventos climáticos extremos devem se tornar cada vez mais comuns. A formação do "Super El Niño" deste ano pode resultar em um dos fenômenos mais intensos já registrados no mundo. Para identificá-lo e se antecipar aos impactos, pesquisadores têm combinado tecnologias de monitoramento com registros preservados na natureza há milhares de anos.

Assim, os cientistas conseguem acompanhar a evolução do fenômeno com meses de antecedência, compreendendo melhor os mecanismos que o alimentam, e antecipar medidas de prevenção e mitigação de seus impactos.