A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, afirmou que a Prefeitura de Teresina ainda possui um débito superior a R$ 110 milhões com fornecedores da saúde pública da capital. Os débitos, segundo ela, são referentes ao exercício financeiro do ano de 2024.
Segundo a gestora, desse montante, apenas R$ 23 milhões estão garantidos para pagamento dos fornecedores, valor insuficiente para a liquidação da dívida. Ela alegou que a prioridade do Poder Executivo é o pagamento dos atuais fornecedores, a fim de evitar o desabastecimento de insumo e medicamentos da rede hospitalar municipal.
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“Nós honramos os compromissos de 2025. Estamos finalizando, com o fechamento do sistema, nós estamos ainda com algumas pendências para o início de 2026 e já temos, são mais de R$ 110 milhões de débito de 2024. Temos o equivalente a R$ 23 milhões autorizados para pagar. Nós vamos nos organizar para no ano de 2026 a gente tentar pagar as contas do exercício de 2024, mas de forma bem fracionada, priorizando agora a garantia da assistência para a população”, disse ao O Dia.
Em relação ao desabastecimento de insumos e demais materiais de saúde, Leopoldina Cipriano destacou que reconhece a situação, mas que a FMS montou uma força-tarefa ainda no final de 2025 para que a cidade não fique sem insumos e que o sistema se agrave ainda mais.
“O desabastecimento em Teresina ainda existe, mas a gente já melhorou. No final do ano a gente conseguiu manter toda a nossa rede hospitalar funcionando sem desabastecimento. A gente fez uma força tarefa no último mês para garantir que não faltasse nada nesse período de Natal e Ano Novo. Nós fizemos todos os esforços e estamos conseguindo garantir o funcionamento pleno de toda a rede hospitalar”
A meta para 2026, segundo Leopoldina Cipriano, é que a FMS finalize procedimentos licitatórios, com o objetivo de garantir o abastecimento regular de toda a rede ao longo do ano.
Balanço 2025
A presidente da Fundação Municipal de Saúde, Leopoldina Cipriano, fez um balanço das ações realizadas ao longo de 2025 e destacou avanços estruturais na rede municipal.
“Tivemos inúmeros avanços, como a implantação do centro cirúrgico do Hospital do Dirceu Arcoverde e a mudança do perfil assistencial de algumas unidades. O HUT, por exemplo, passou a contar com leitos de cuidados paliativos, que não existiam antes”, afirmou.
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