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Soldado acusado de matar sargento da PMPI em Teresina vai ser julgado pelo júri popular

Raimundo Linhares alega legítima defesa. Juíza entendeu que as versões conflitantes sobre o fato devem ser julgadas pelo Tribunal do Júri. Crime aconteceu em novembro de 2024 no Parque Sul.

13/05/2026 às 09h31

O soldado Raimundo Linhares da Silva, acusado de matar o sargento da Polícia Militar do Piauí, João de Deus Teixeira dos Santos, vai ser julgado pelo Tribunal Popular do Júri. Raimundo é réu por ter matado o sargento da PM no dia 05 de novembro de 2024, durante uma briga por uma vaga de estacionamento no Parque Sul, em Teresina.

Segundo a denúncia do Ministério Público, a discussão começou após uma colisão entre os veículos dos envolvidos. O soldado teria estacionado o carro na porta da casa do sargento João de Deus, os dois teriam iniciado uma briga, que terminou numa troca de tiros. O sargento foi atingido na cabeça, chegou a ser socorrido, mas morreu dias depois no HUT.

Soldado acusado de matar sargento da PMPI em Teresina vai ser julgado pelo júri popular - (O Dia) O Dia
Soldado acusado de matar sargento da PMPI em Teresina vai ser julgado pelo júri popular

Desde o início do processo, o soldado Linhares alegou ter agido em legítima defesa. Segundo ele, João de Deus teria sacado a arma primeiro e iniciado os disparos. O Ministério Público chegou a mudar de posição ao fim da instrução. Embora tenha apresentado denúncia por homicídio qualificado, a Promotoria pediu, nas alegações finais, a absolvição sumária do acusado.

O órgão sustentou que havia elementos para reconhecer a legítima defesa. Mesmo assim, o juiz decidiu não absolver o réu nesta fase e entendeu que há dúvidas que deveriam ser decididas pelo Conselho de Sentença do Tribunal Popular do Júri. Segundo a juíza Maria Zilnar Coutinho, há versões conflitantes sobre quem começou os disparos, a dinâmica do confronto e se houve reação proporcional por parte do acusado.

Pela decisão da magistrada, caberá ao Conselho de Sentença decidir de Raimundo Linhares agiu em legítima defesa ou se cometeu homicídio qualificado por motivo fútil. O réu foi pronunciado para ser julgado pelo Tribunal do Júri. O julgamento ainda terá a data marcada.


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