O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (SETUT) junto ao Consórcio Operacional SITT, que integra todas as operadoras do sistema de Teresina, encaminharam à Prefeitura de Teresina propostas para melhorias do sistema de transporte público da capital. Segundo representantes do sindicato e os consórcios, o objetivo é alcançar uma melhoria progressiva na qualidade dos veículos no município.
As entidades, a partir de análises técnicas e estudos protocolados, propuseram diversas medidas de reestruturação do sistema de ônibus municipal com base em modelos utilizados em outras capitais do país. Dentre os pilares, foi citada a melhoria da oferta da frota com previsão de alcançar o número de 300 veículos em circulação, recuperando o número de usuários e a confiabilidade do sistema.
O aumento do subsídio de R$ 6 para R$ 11 milhões para o custeio do sistema pela prefeitura. Segundo a proposta, o valor é crucial para que se possa manter o aumento no número de carros e realizar manutenções, além dos recursos necessários para renovação, bem como a recuperação da estrutura viária municipal.
Outra sugestão apresentada pelo SETUT e SITT, como possibilidade de renovação da frota com veículos novos e modernos, é a utilização de valores passivos a serem ajustados entre a prefeitura e os consórcios para essa aquisição, que atualmente giram em torno de R$ 300 milhões. Todas essas alternativas já são adotadas em outras capitais.
“Esse documento que o SETUT, em conjunto com o SITT, apresenta à gestão municipal é fruto de um trabalho técnico, responsável e, sobretudo, comprometido com a melhoria do transporte coletivo da nossa cidade”, afirma Vinicius Rufino, coordenador técnico do SETUT.
“Nosso objetivo é muito claro: reconstruir a qualidade do sistema de forma progressiva, garantindo mais ônibus em circulação, mais confiabilidade para o usuário e condições reais para novos investimentos. Hoje, o sistema enfrenta um desequilíbrio financeiro importante, causado principalmente pela redução da arrecadação via tarifa e pelo aumento contínuo dos custos operacionais. Por isso, estamos propondo uma reestruturação baseada em modelos que já funcionam em outras capitais brasileiras”, finalizou.
As sugestões apresentadas fazem parte de soluções do setor para a construção progressiva de melhorias. Atualmente, o subsídio mensal de R$ 6 milhões é abaixo da necessidade operacional que custa R$ 9 milhões ao mês. Além disso, o sistema enfrenta déficit na arrecadação via catraca, devido às gratuidades (que representam 24% do fluxo de passageiros), ao pagamento de um terço da tarifa pelos estudantes (parcela de 19% do total de passageiros), à gratuidade via integração (8% do fluxo diário) e ao congelamento da tarifa que vem desde o ano de 2019.
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