Servidores do Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), em Teresina, deflagraram greve nesta segunda-feira (30), acompanhando o movimento nacional da categoria iniciado em diversas regiões do país. Com a paralisação, consultas que estavam agendadas não foram atendidas, o que gerou filas e muita indignação entre pacientes.
A paciente Bárbara Elizabeth, que é auxiliar administrativa e tinha uma consulta agendada há sete meses com um reumatologista nesta segunda-feira, denunciou que ao chegar ao local, foi informada que não seria atendida devido à paralisação nacional. Ela foi orientada a aguardar um retorno da instituição e disse ainda que diversas pessoas, inclusive de cidades do interior, tiveram que voltar para suas cidades sem atendimento.
Segundo Sérgio Ronaldo da Silva, secretário-geral Condsef/Fenadsef, 13 estados aderiram à greve nesta segunda-feira. "Hoje já estamos com 13 estados em greve e alguns que deliberaram para iniciá-lo no dia de amanhã, como é o caso aqui do estado do Espírito Santo. Os demais estados, como Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e Tocantins já estão em greve desde as primeiras horas do dia de hoje", disse. Ainda segundo ele, a categoria tem dialogado com a população e o objetivo é um novo reajuste e garantir os direitos trabalhistas.
A HU Brasil informou que os serviços de urgência e emergência não serão afetados pela paralisação. Ainda segunda a estatal, está sendo realizado o processo de negociação com as entidades representativas dos trabalhadores para a celebração do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2027, cuja data-base é 1º de junho de 2026.
As tratativas vêm sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) desde a última terça-feira (24), com nova rodada de negociação também marcada para esta segunda-feira (30), quando a estatal deve apresentar uma proposta com índice econômico para avançar nas discussões.
Entre as reivindicações da categoria estão a aplicação de 100% do INPC referente ao período de 1º de junho de 2025 a 31 de maio de 2026, além da reposição de perdas salariais de 26,38% a partir de 1º de junho de 2026, incidente sobre a tabela vigente em 31 de maio de 2026. Os trabalhadores também pleiteiam ganho real de 15%.
Outra demanda apresentada é o reajuste do auxílio-alimentação para R$ 1.800,00, com acréscimo de gratificação natalina no mesmo valor, a partir de 1º de junho de 2026.
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