Durante passagem por Teresina, nesta quinta-feira (23), para o lançamento do seu livro "Viver é Perigoso", o ex-deputado federal Marcelo Freixo concedeu entrevista ao programa Comando Geral, da FM O Dia e O DIA TV. Na ocasião, ele comentou os desafios enfrentados pelo campo da esquerda e os atuais índices de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apontam para uma tendência de queda da popularidade do presidente. Freixo defende um quarto mandato para Lula
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Freixo rebateu a ideia de que o desgaste da imagem do presidente, que acumula décadas de participação em disputas eleitorais, seria uma das motivações para a queda nos índices de aprovação de Lula. Segundo ele a trajetória do presidente, que disputa eleições nacionais de 1989, não foi um impeditivo para a renovação das lideranças políticas no campo progressista.
"Eu acho que a renovação política é sempre um compromisso muito importante de todos nós. Ninguém é eterno. O presidente Lula disputou a eleição de 89, perdeu pro Collor. Aí ele disputou a eleição seguinte, de 94 e perdeu para o Fernando Henrique Cardoso e depois ele disputou 98 e perdeu. Eu lembro perfeitamente que no início dos anos 2000 eu respondi uma pergunta: 'o povo já não tá cansado de votar no Lula e perder'. Aí nós voltamos no lula em 2002 e ganhamos e olha quanta coisa de boa aconteceu no Brasil", disse Freixo.
O ex-deputado também destacou a importância da trajetória eleitoral de Lula como fator de consolidação política e histórica no país, rebatendo a ideia de desgaste como impeditivo para uma nova candidatura.
"Já pensou se eu concordasse que a gente tava cansado de votar no Lula porque ele tinha perdido três vezes. Agora a gente quer deixar de votar no Lula porque ele ganhou três vezes? A gente não deixou de votar no Lula quando ele perdeu três vezes. Agora ele ganhou três vezes, não é razão para não votar no Lula na quarta. Porque nós votamos nele a quarta vez quando ele perdeu três, ele ganhou e mudou a história do Brasil".
Freixo concluiu afirmando que vê com naturalidade a possibilidade de uma nova candidatura do presidente, mas ponderou que o próximo pleito deve marcar o encerramento de seu ciclo eleitoral.
"Então eu acho que a gente tem que ter muita tranquilidade. Possivelmente é a última eleição é do presidente Lula. Desde que a democracia voltou a esse Brasil, o Lula é o grande líder desse processo democrático brasileiro, entregou muita coisa, mudou a história desse país. O Brasil hoje é um país reconhecido no mundo, respeitado no mundo e está indo, possivelmente, para sua última eleição. Ele diz que vai viver 130 anos, mas eu espero que a eleição seja, evidentemente, a última. Mas é muito importante consolidar esse Brasil sem retrocesso", concluiu
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