Os dois suspeitos de matar e atear fogo no corpo de Pedro Araújo Ribeiro dentro do Hospital Areolino de Abreu vão passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (27). Conforme informou ao Portal O Dia, o delegado Genival Vilela, que conduz as investigações, afirmou que os autos foram lavrados ainda nesta quinta-feira (26) e portanto, eles devem passar pelo procedimento judicial ainda na manhã de hoje.
Ambos já foram encaminhados do Hospital Areolino de Abreu à Central de Flagrantes de Teresina. Lá, eles estão em uma cela separada dos demais presos aguardando a audiência. Após o procedimento, o juiz decidirá para onde os dois suspeitos serão encaminhados: se irão para um presídio ou se retornarão ao Hospital, para ficarem em uma área reservada aos presos em tratamento de transtornos psiquiátricos.
O crime ocorreu na madrugada da última quinta-feira (26). A ocorrência foi registrada por volta das 3h, após um vigilante perceber fogo em um dos banheiros da unidade. No local, o corpo da vítima foi encontrado com mãos e pernas amarradas e com uma venda nos olhos, o que levantou suspeitas imediatas sobre a dinâmica do crime.
Segundo o delegado Genival Vilela, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o principal suspeito é o outro paciente internado no hospital, diagnosticado com esquizofrenia, que se apresentou espontaneamente à polícia e confessou o crime. Conforme relatado pelo delegado, o investigado afirmou que matou a vítima e que “mataria de novo”.
O segundo paciente suspeito, diagnosticado com transtorno bipolar, também estava no local no momento do ocorrido. Ambos estavam internados, e foram transferidos para uma ala mais restrita da unidade antes de serem levados para a audiência de custódia. A Polícia Civil apura se os pacientes se conheciam, se havia algum conflito prévio, se o ato foi premeditado ou cometido de forma impulsiva, além de verificar se ambos cumpriam medidas de segurança determinadas pela Justiça.
O inquérito também deverá considerar a condição psiquiátrica do suspeito, que pode ser considerado inimputável, o que altera o enquadramento jurídico do caso. Caso não, ambos podem responder por homicídio qualificado.
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