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Monitoramento do Aedes aegypti coleta 75 mil ovos em Teresina

Balanço de vigilância de zoonoses também aponta vacinação de 129 mil cães e gatos contra raiva e distribuição de coleiras contra calazar.

07/03/2026 às 08h52

Mais de 1,2 milhão de imóveis foram visitados em Teresina ao longo de 2025 durante ações de vigilância e controle de doenças transmitidas por animais. Os dados fazem parte do balanço anual das atividades de combate a zoonoses e endemias na capital, que também registrou vacinação de 129 mil cães e gatos contra a raiva e a distribuição de quase 29 mil coleiras repelentes para prevenção do calazar.

As visitas domiciliares fazem parte das estratégias de monitoramento do mosquito Aedes aegypti, iniciativa da Gerência de Zoonoses de Teresina, através da Fundação Municipal de Saúde (FMS), responsável pela transmissão de doenças como dengue, chikungunya e zika.

Monitoramento do Aedes aegypti coleta 75 mil ovos em Teresina - (Reprodução/FMS) Reprodução/FMS
Monitoramento do Aedes aegypti coleta 75 mil ovos em Teresina

Durante o trabalho de campo, também foram instaladas armadilhas para coleta de ovos do mosquito. Ao todo, cerca de 75 mil ovos foram identificados, o que permite apontar áreas com maior risco de infestação e direcionar ações de controle.

Além do monitoramento, equipes realizaram bloqueios com inseticidas em 675 imóveis após identificação de possíveis focos do mosquito. Três Levantamentos Rápidos de Índice para Aedes aegypti também foram realizados ao longo do ano e indicaram baixo risco de infestação na cidade.

As ações de controle de zoonoses também incluíram medidas voltadas para o combate ao calazar, doença transmitida por mosquitos e que pode afetar humanos e animais. Em regiões consideradas prioritárias, foram distribuídas 28,8 mil coleiras repelentes para cães, medida usada para reduzir a transmissão da doença.

Outra frente de atuação envolveu a campanha anual de vacinação contra a raiva, que imunizou 129 mil cães e gatos na capital. O serviço de vacinação também permanece disponível durante todo o ano para tutores que desejam proteger seus animais.

Durante 2025, também foram registradas 572 denúncias relacionadas à criação irregular de animais na zona urbana. A legislação municipal proíbe a criação de animais de produção, como porcos e galinhas, dentro da área urbana devido a riscos sanitários.

Além disso, foram recolhidos 169 animais de grande porte que estavam soltos em vias públicas. Esses animais foram levados para um setor específico de custódia e liberados aos proprietários mediante pagamento de taxas previstas na legislação.

Segundo o médico veterinário Joaquim Gomes, responsável pela gerência de zoonoses na capital, a atuação da unidade envolve diferentes frentes de vigilância relacionadas à saúde humana, animal e ambiental. Ele explica que o trabalho segue diretrizes nacionais voltadas à prevenção de doenças transmitidas por animais.

“O nosso trabalho envolve planejamento e execução de ações de vigilância, controle e prevenção, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e do Conselho Federal de Medicina Veterinária”, afirmou.

A unidade também passou a atuar como PIT (Ponto de Informação de Triatomíneos – barbeiros), tendo como alvo insetos que podem transmitir a doença de Chagas. Além disso, tornou-se unidade de vigilância para esporotricose, infecção fúngica que pode ser transmitida entre animais e humanos.

De acordo com o gerente, até o momento não há registros da doença na capital. “Em Teresina, até então, não havia registro. Era considerada uma área silenciosa, sem notificações de casos”, explicou.


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Com edição de Nathalia Amaral.