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Marido de Erlan Bastos denuncia negligência médica após morte do jornalista

Neto Maciel relata falhas no atendimento, demora no diagnóstico e afirma que caso serve de alerta sobre precariedades do sistema de saúde.

21/01/2026 às 17h06

21/01/2026 às 17h06

O jornalista Erlan Bastos morreu no último sábado (17), aos 32 anos, em Teresina, após complicações causadas por uma forma rara de tuberculose. Nesta quarta-feira (21), o marido de Erlan, Neto Maciel, usou as redes sociais para relatar a trajetória de internações, denunciar possível negligência médica e esclarecer informações que, segundo ele, circularam de forma equivocada após a morte.

De acordo com Neto, Erlan enfrentava problemas de saúde desde o início do último mês de dezembro, quando o casal estava em Macapá, capital do estado do Amapá. Ele afirmou que, ao buscar atendimento médico, o jornalista passou por diversas entradas e saídas de hospitais, tanto na rede pública quanto na privada, sem que houvesse um diagnóstico preciso. Segundo o relato, em algumas ocasiões, Erlan teria recebido apenas medicações para dor e sido liberado.

Marido de Erlan Bastos denuncia negligência médica após morte do jornalista - (Reprodução/Instagram) Reprodução/Instagram
Marido de Erlan Bastos denuncia negligência médica após morte do jornalista

“Em muitos momentos, alguns médicos apenas prescreviam buscopan e mandavam ele de volta para casa. Aí entra a negligência do sistema de saúde”, disse Neto, ao destacar que o casal chegou a procurar hospitais particulares em Macapá, incluindo uma unidade considerada referência na capital amapaense.

Ainda segundo o marido, exames como tomografia e ressonância chegaram a levantar a suspeita de câncer, mas o quadro clínico não evoluía para uma definição clara. Diante da dificuldade no acompanhamento, eles decidiram voltar para Teresina em busca de um atendimento mais especializado. Na capital piauiense, Erlan passou por hospitais particulares e públicos até conseguir regulação para o Hospital Natan Portella.

Foi no local que surgiu a suspeita de tuberculose, posteriormente confirmada como tuberculose peritoneal, uma manifestação extrapulmonar da doença que atinge o peritônio. Neto relatou que, após o início do tratamento, o jornalista apresentava sinais de melhora, como retomada da alimentação.

Na sexta-feira (16), porém, o quadro se agravou. Erlan foi encaminhado ao CTI devido a um derrame pleural e à necessidade de drenagem. Horas depois, Neto foi chamado ao hospital para autorizar a intubação. “Depois de mais ou menos duas horas, me ligaram novamente para comunicar a fatalidade”, relatou.

Ao Portal O Dia, ainda no último sábado (17), o Hospital Natan Portella informou, por meio do Instituto de Doenças Tropicais, que Erlan esteve internado na unidade, mas ressaltou que detalhes sobre o caso cabem exclusivamente à família. A causa da morte foi confirmada como tuberculose peritoneal.

Reconhecido nacionalmente pelo trabalho no jornalismo policial e de celebridades, Erlan Bastos construiu carreira marcada pela forte presença nas redes sociais e pela criação do site Inhofe. Neto afirmou que o projeto seguirá ativo, mantendo o espírito do trabalho desenvolvido pelo jornalista.

“Essa história toda serve como alerta para as pessoas cuidarem mais da saúde e também escancara as deficiências do nosso sistema”, afirmou. Erlan deixa a mãe, irmãos e o marido. O sepultamento do jornalista aconteceu no último domingo (18), em Teresina.


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Com supervisão de Nathalia Amaral.