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Justiça determina soltura do vereador Valdemir Virgino, investigado por compra de votos

Decisão da juíza Keylla Ranyere Lopes atende a pedido de habeas corpus impetradoi pela defesa; parlamentar estava preso desde sábado (3).

06/10/2026 às 07h47

O vereador Valdemir Virgino (PRD), que estava preso desde o último sábado (3) quando foi alvo de uma ação da Polícia Federal que investigava suposta prática de compra de votos, teve a soltura determinada pela Justiça nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (6). A informação foi confirmada pelo advogado de defesa do parlamentar, Carlos Douglas. A determinação é da juíza Keylla Ranyere Lopes, após a defesa impetrar um pedido de habeas corpus ainda nesta segunda-feira (5).

Vereador Valdemir Virgino, investigado por suspeita de compra de votos, é solto pela Justiça - (Reprodução/Câmara de Teresina) Reprodução/Câmara de Teresina
Vereador Valdemir Virgino, investigado por suspeita de compra de votos, é solto pela Justiça

A prisão fez parte da ação que terminou com 18 pessoas detidas em flagrante pela PF na véspera do primeiro turno das Eleições. Entre os presos, segundo a PF, duas pessoas foram autuadas por corrupção eleitoral (compra de votos) e associação criminosa, no Centro de Teresina. Durante o mandado de busca cumprido em uma clínica pertencente a esposa do parlamentar, Valdemir foi encontrado portando mais de R$ 40 mil em espécie e uma lista de eleitores.

Mas, segundo o advogado, os dois crimes atribuídos ao político não se sustentam. "O que a defesa entende: do ponto de vista técnico, não há o que se falar nos crimes de associação, bem como de compra de votos, ou corrupção eleitoral. Ainda assim, eles foram autuados em flagrante. E depois da audiência de custódia, a juíza entendeu por bem a conversão da prisâo em flagrante em prisão preventiva, razão pela qual foi impetrado habeas corpus, que culminou com a decisão da liberdade provisória, para que ele responda em liberdade", explicou o advogado Carlos Douglas.

A defesa do vereador alega que o dinheiro seria usado para pagar militantes que trabalharam na campanha eleitoral de 2026 para outro político, já que Valdemir é vereador e não concorria nessas eleições.

Vereador estava preso na sede da Polícia Federal, em Teresina, mas agora vai responder em liberdade. - (Isabela Lopes/ODIA) Isabela Lopes/ODIA
Vereador estava preso na sede da Polícia Federal, em Teresina, mas agora vai responder em liberdade.

Na decisão judicial, Valdemir Virgino e os outros investigados deverão cumprir medidas cautelares. Dentre elas, os investigados não poderão se comunicar e não se poderão ausentar do distrito da culpa, ou seja, não podem sair de Teresina sem autorização da Justiça. Os demais 16 detidos foram autuados por corrupção eleitoral e tiveram fiança arbitrada.