As empresas do transporte público em Teresina irão reduzir em 30% a frota dos ônibus devido ao aumento de quase 50% no preço do óleo diesel. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (13) pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS). Segundo o órgão, o aumento do diesel está relacionado ao cenário internacional e aos impactos da guerra no Oriente Médio, que têm pressionado o preço do petróleo no mercado global.
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O aumento do custo do combustível afeta diretamente o funcionamento do sistema de transporte público e a logística de abastecimento das empresas responsáveis pela operação dos ônibus. “A situação tem provocado dificuldades no fornecimento de combustível pelas refinadoras às empresas que operam o sistema de ônibus da capital, o que pode ocasionar ajustes momentâneos na frota em circulação”, informou a STRANS em nota.
Nesta quinta-feira (12), a STRANS realizou uma reunião com representantes das empresas operadoras do transporte coletivo. O órgão afirmou que continuará acompanhando o cenário diariamente para buscar soluções e reduzir os impactos aos passageiros, com o objetivo de manter o funcionamento do sistema.
Atualmente, a tarifa de ônibus em Teresina está congelada desde 2019. O valor da passagem inteira é de R$ 4,00, enquanto a tarifa estudantil custa R$ 1,35.
Alta dos combustíveis no Piauí
O Sindicato dos Postos de Combustíveis e Conveniência do Piauí (Sindipostos-PI) apresentou, nesta quinta-feira (12), um dossiê explicando os motivos para o aumento do preço dos combustíveis no estado. Segundo a entidade, o cenário de instabilidade internacional tem pressionado os custos de reposição do produto.
De acordo com o sindicato, o valor dos combustíveis é influenciado diretamente pela cotação do dólar e pelo preço do petróleo no mercado internacional. O relatório aponta que o barril de petróleo ultrapassou US$ 90, o que contribuiu para o aumento nos custos.
A entidade também destaca que a logística de transporte do combustível até o Piauí ficou mais cara. Grande parte do abastecimento chega ao estado por meio do Porto do Itaqui, no Maranhão, o que envolve custos adicionais com frete, seguro e transporte. Segundo o documento, o custo de compra do combustível subiu, em média, R$ 0,81 por litro em apenas 15 dias.
Por outro lado, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PI) notificou nove distribuidoras de combustíveis após identificar aumentos considerados não justificados de até R$ 0,81 por litro no preço repassado ao consumidor. O sindicato afirma que o reajuste está relacionado à instabilidade internacional e aos efeitos da guerra no Oriente Médio. No entanto, o Procon argumenta que esse fator, por si só, não justifica a alta nos preços.
Isso porque a Petrobras anunciou recentemente que manteria os preços dos combustíveis sem reajuste imediato, mesmo com a valorização do petróleo no mercado internacional. Postos de combustíveis no Piauí afirmam, porém, que parte do produto comercializado no estado é adquirida de distribuidores privados, e não diretamente da estatal.
Em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (12), o coordenador-geral do Procon-PI, Nivaldo Ribeiro, afirmou que o órgão investiga os aumentos e cobra transparência na formação dos preços. “De uma hora para outra aumenta. Temos que ver a origem deste aumento com a distribuidora e os postos. Existe muita má fé nisso. O Procon quer que haja transparência neste preço e analisar se é cabível este aumento”, afirmou.
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