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Estupro na Delegacia-Geral: servidor foi preso após apresentar depoimento contraditório

De acordo com delegado-geral, os policiais que estavam no prédio iniciaram as diligências e interrogaram o servidor. Depoimento de outras funcionárias também colaborou para prisão.

22/03/2026 às 08h35

22/03/2026 às 12h16

Atualizada às 12h16

O servidor que foi preso suspeito de ter estuprado uma mulher dentro da Delegacia-Geral de Teresina foi autuado depois que apresentou versões contraditórias do ocorrido para a polícia. A informação foi confirmada pelo delegado-geral Luccy Keiko. De acordo com ele, o depoimento tinha informações inconsistentes e isso motivou a decretação de sua detenção pelos policiais que estavam no prédio.

“Os policiais que se encontravam no prédio tentaram fazer diligências para entender o que havia ocorrido e descobrira que havia um prestador de serviços nesta sala juntamente com a servidora. Eles passaram a inquiri-lo juntamente com o delegado que estava presente. As informações dele foram muito contraditórias e, confrontando com outras provas que obtivemos através do hospital e das servidoras do prédio, entendemos haver elementos indicativos de crime de estupro”, declarou.

Delegado-geral de Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko - (Reprodução) Reprodução
Delegado-geral de Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko

O servidor foi imediatamente conduzido para a Casa da Mulher Brasileira, onde foi ouvido por uma delegada e teve seu auto de prisão em flagrante expedido.

Iniciada às 8h35

O servidor terceirizado suspeito de estuprar uma servidora dentro da Delegacia-Geral da Polícia Civil do Piauí teve a prisão preventiva decretada. A informação foi confirmada pelo delegado-geral Luccy Keiko, ao se pronunciar sobre o crime. O indivíduo foi preso em flagrante pelo crime de estupro, foi levado à Casa da Mulher Brasileira, passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada.

Estupro ocorreu dentro da nova sede da Delegacia Geral da Polícia Civil. - (Ascom / SSP-PI) Ascom / SSP-PI
Estupro ocorreu dentro da nova sede da Delegacia Geral da Polícia Civil.

Após ser decretada a prisão preventiva, a Polícia tem o prazo de 10 dias para concluir o inquérito. De acordo com a advogada Nathália Freitas, responsável pela defesa técnica da vítima, a mulher foi localizada no período da tarde nas dependências da unidade institucional com marcas de violência. A servidora recebeu atendimento imediato antes de ser encaminhada a um hospital. Desde então, ela permanece sob acompanhamento médico contínuo.

A perícia criminal também foi acionada para realizar levantamentos técnicos, que devem contribuir para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. As apurações seguem em andamento, e a defesa ressalta a necessidade de análise detalhada de todos os elementos envolvidos, incluindo possíveis falhas administrativas e questões relacionadas à segurança do ambiente institucional onde o fato aconteceu.

Estado de saúde da vítima

A servidora encontrada desacordada dentro da Delegacia-Geral permanece internada em estado grave, sob cuidados intensivos, segundo nota divulgada pela defesa técnica da vítima, através de uma rede social.

Porém, a defesa solicitou que não sejam divulgados dados que possam identificar a vítima, destacando a importância de preservar sua dignidade e seus direitos fundamentais, especialmente diante da gravidade do caso e de sua condição de saúde.


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