A Câmara Municipal de Teresina aprovou em primeira votação o pedido autorização para o empréstimo de R$ 700 milhões para reestruturar dívidas da Prefeitura. O Executivo enviou o projeto no começo desta semana e a matéria foi lida em caráter de urgência no Legislativo. A operação de crédito será feita junto ao Banco do Brasil e, segundo o prefeito Silvio Mendes, se justifica pela necessidade de quitar outros três financiamentos.
Dos R$ 700 milhões previsto, pelo menos R$ 250 milhões devem ser destinados para obras de infraestrutura, como a construção de pontes.
Presidente da Comissão de Finanças, o vereador Joaquim do Arroz explicou que o texto aprovado contém, entre outros pontos, redução de juros e de dívidas pendentes. “Nos debruçamos sobre a proposta do prefeito e reduzimos em 5% o valor da dívida. É uma dívida alta, apesar de que a Prefeitura já vem amortizando. A dívida com o Banco do Brasil era de R$ 500 milhões e hoje está em R$ 465 milhões. Já deu um bom abatimento”, afirmou.
De acordo com o vereador, a administração da capital terá mais fôlego para começar a sentir os impactos dos débitos com mais um ano de carência e a redução dos juros de 23% ao ano para 15,6% ao ano.
Recurso vai possibilitar concluir a ponte da UFPI e começar a do Pesquerinho
Duas obras importantes para a mobilidade urbana de Teresina deverão ser beneficiadas com os recursos do empréstimo de R$ 700 milhões que será feito pela Prefeitura: a Ponte João Claudino, conhecida como Ponte da UFPI, e a Ponte do Pesqueirinho, que ainda está em fase de projeto, na região da Santa Maria.
Além delas, os recursos da operação de crédito também serão empregados na ampliação do Shopping da Cidade, com a construção da segunda unidade, e na conclusão da Avenida Padre Humberto Pietrogrande, na zona Sudeste.
Para o vice-líder do prefeito na Câmara, vereador Pedro Alcântara, o empréstimo vai dar mais alívio aos cofres públicos. “Havia um empréstimo anterior junto ao Banco do Brasil que só de juros era R$ 18 milhões. Com esse novo empréstimo, o banco ignora o empréstimo anterior, anula e passa a vigorar o novo empréstimo que não afta tanto os cofres e vai possibilitar as obras de mobilidade urbana que a capital precisa”, finaliza.
O texto ainda será votado novamente antes de seguir para sanção pelo prefeito Silvio Mendes.