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Em Teresina, ministro Guilherme Boulos faz debate na rua sobre fim da escala 6x1

Na Praça Rio Branco, centro da capital, ministro conversou com as pessoas com a intenção de promover um diálogo direto com a população sobre este que é um dos grandes temas nacionais.

06/03/2026 às 07h27

Nesta quinta-feira (5), os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Wellington Dias, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, participaram da primeira edição do “Debate na Rua”, realizada na Praça Rio Branco, no centro de Teresina.

Em Teresina, ministro Guilherme Boulos faz debate na rua sobre fim da escala 6x1 - (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil) Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Em Teresina, ministro Guilherme Boulos faz debate na rua sobre fim da escala 6x1

A iniciativa teve como objetivo estabelecer um diálogo direto com a população sobre temas de interesse nacional. Durante o encontro, os ministros conversaram com moradores e trabalhadores da capital piauiense sobre a proposta do Governo do Brasil de acabar com a escala de trabalho 6x1, com redução da jornada e sem diminuição de salários.

Ao longo da atividade, os ministros responderam perguntas do público, esclareceram dúvidas e ouviram opiniões dos participantes sobre a proposta. A ação buscou aproximar o debate sobre políticas públicas do cotidiano da população, levando a discussão para um espaço aberto e acessível no centro da cidade.

Proposta prevê redução da jornada sem corte de salários

"Fim da escala 6x1 é uma questão de humanidade", diz Boulos

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, concedeu entrevista exclusiva ao Sistema O Dia em que comentou a proposta do fim da escala 6x1. Para ele, discutir o assunto é uma questão de humanidade para com o trabalhador.

 “Estamos falando de pessoas. Imagine uma mulher que trabalha como garçonete num restaurante. Os restaurantes, no fim de semana, é onde tem maior movimento. Quando ela está na escala 6x1, o dia de descanso dela vai ser na segunda, quando os filhos estão na escola, o marido está trabalhando. A pessoa não tem vida. Não tem tempo para a família”, disparou Boulos.

Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República

O ministro criticou a postura de parte do empresariado brasileiro, que, segundo ele, tenta “vender o terror” quando fala do fim da escala 6x1. Para Guilherme Boulos, quem discorda da proposta é contra os direitos dos trabalhadores e quer dificultar o debate.

 “Toda vez que se discute um direito trabalhista no Brasil, eles vendem o terror como se ‘ah, vai acabar, não vai dar conta, não vai fechar a conta no fim do mês’. Um grande empresário vir dizer que não vai dar conta de acabar com uma escala como essa? Não é verdade”, finaliza.

O Brasil está pronto para acabar com a escala 6 X 1?

A proposta do governo federal prevê a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem qualquer redução salarial. Segundo informações divulgadas em publicação nas redes sociais, a mudança afetaria apenas a organização da escala de trabalho.

A mensagem apresentada na postagem destacou que “o Brasil está pronto para acabar com a escala 6x1” e convidou os usuários a conhecer mais detalhes sobre o funcionamento da proposta.

Outro ponto abordado foi a organização dos dias de folga. De acordo com a publicação, o formato das escalas poderá variar conforme o setor econômico e deverá ser definido por meio de negociações entre empresas e sindicatos.

O Brasil está pronto para acabar com a escala 6 X 1? - (Letycia Bond/Agência Brasil) Letycia Bond/Agência Brasil
O Brasil está pronto para acabar com a escala 6 X 1?

A comunicação também buscou rebater a ideia de que a mudança poderia prejudicar a produtividade. O argumento apresentado foi o de que trabalhadores mais descansados tendem a cometer menos erros, registrar menos afastamentos médicos e apresentar melhor desempenho.

Exemplos internacionais e estudos no Brasil

Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Guilherme Boulos afirmou que experiências internacionais demonstram que a redução da jornada não provoca queda na produtividade. Ele citou o caso da Islândia, que em 2023 adotou jornadas semanais de 35 horas, com modelo 4x3. Segundo o ministro, a economia do país cresceu 5% e a produtividade do trabalho aumentou 1,5%.

Boulos também mencionou os Estados Unidos, onde teria ocorrido uma redução média de 35 minutos na jornada diária de trabalho nos últimos três anos, acompanhada de aumento médio de 2% na produtividade.

Outro exemplo citado foi o da Microsoft no Japão, onde a adoção de uma jornada 4x3 teria elevado em 40% a produtividade individual dos trabalhadores. O ministro também destacou resultados de experiências no Brasil. De acordo com ele, um estudo da Fundação Getulio Vargas realizado em 2024 com 19 empresas que reduziram a jornada de trabalho apontou aumento de receita em 72% das companhias analisadas e melhora no cumprimento de prazos em 44% delas.


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Com informações da Secretaria-Geral da Presidência da República