Teresina enfrenta índices elevados de gravidez não planejada, superiores à média nacional, de 55%. Mais de 70% das gestações acompanhadas nas regiões mais vulneráveis são não planejadas, segundo levantamento realizado pela Fundação Municipal de Saúde (FMS). Essa realidade preocupa a saúde pública devido às chances de aumentar riscos como hipertensão, diabetes gestacional e mortalidade materna e infantil.
Para enfrentar esse desafio, a FMS vem ampliando a oferta de métodos contraceptivos e fortalecendo o programa de planejamento familiar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Atualmente, as 91 UBS da capital piauiense disponibilizam preservativos, pílulas anticoncepcionais, injetáveis e a pílula do dia seguinte. Em breve, 40 unidades passarão a oferecer também o Implanon, um chip hormonal de longa duração, após capacitação das equipes de saúde.
Na rede especializada, o Centro de Saúde Lineu Araújo da FMS realiza a inserção do DIU de cobre. Já o Hospital da Polícia Militar (HPM), referência estadual, atende casos encaminhados pelas UBS e disponibiliza DIU hormonal, DIU de cobre, Implanon e procedimentos definitivos como vasectomia e laqueadura. A Maternidade do Satélite disponibiliza a laqueadura durante ou após o parto na unidade; já a Maternidade Wall Ferraz do Dirceu também oferece a laqueadura durante ou após o parto, além do DIU de cobre.
Segundo Ketiana Guimarães, apoio da saúde da mulher e da criança da FMS, o planejamento familiar é fundamental para reduzir riscos. “É importante planejar antes de iniciar a vida sexual ativa, para evitar uma gravidez não planejada. Pesquisas nacionais mostram que mais da metade das gestações no Brasil não são planejadas, o que aumenta a probabilidade de complicações e compromete o acompanhamento pré-natal, fatores que elevam o risco de óbito materno e infantil”, disse.
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Ela destaca ainda que a integração entre UBS, hospitais especializados e maternidades busca garantir que cada mulher e cada família tenham acesso às informações e aos métodos necessários para exercer plenamente o direito reprodutivo. “Queremos transformar realidades: reduzir drasticamente os índices de gravidez não planejada e assegurar que cada mãe e cada criança tenha uma vida mais saudável e segura”, finaliza.
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