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Votos ao Senado não se impõem a prefeitos, avalia Flávio Júnior

Secretário diz que prefeitos já têm votos definidos e afirma que não gosta de imposição.

24/02/2026 às 15h13

24/02/2026 às 15h54

Há um pedido dos partidos da base governista para que parlamentares e lideranças partidárias orientem suas bases políticas e eleitorais a votar para o Senado em Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). O deputado e secretário de Infraestrutura, Flávio Júnior (PT), afirmou em entrevista nesta terça-feira (24) ao Sistema O Dia que esse tipo de direcionamento encontra limites práticos, sobretudo quando envolve prefeitos que já têm suas escolhas consolidadas, inclusive gestores que estão na oposição.

Flávio Júnior (PT) avalia ser difícil a orientação de votos no Senado, pois não é de imposição.   - (Assis Fernandes/O DIA) Assis Fernandes/O DIA
Flávio Júnior (PT) avalia ser difícil a orientação de votos no Senado, pois não é de imposição.

Flávio Júnior citou como exemplo o prefeito de Valença, Marcelo Costa, filiado ao Progressistas. Mesmo fora da base governista estadual, o gestor mantém apoio eleitoral a dois deputados do Partido dos Trabalhadores: o próprio Flávio Júnior e seu pai, Flávio Nogueira. Para o secretário, não faria sentido exigir que um aliado local deixe de votar em um senador do seu próprio partido.

“Nunca fui e não gosto de imposição, se um prefeito que me apoia, do Progressista, vota no deputado Flávio Júnior e Flávio Nogueira, como eu teria coragem de pedir para ele não votar em um senador do partido dele? Fica complicado”, analisou o parlamentar.

Segundo Flávio Júnior, a maioria dos prefeitos já definiu seus votos para o Senado, o que dificulta qualquer tentativa de alinhamento automático em favor de Marcelo Castro ou Júlio César. No caso da eleição para o governo do estado, o cenário é diferente, ele estima que cerca de 95% dos gestores municipais devem apoiar a reeleição do governador Rafael Fonteles (PT).

“Esse trabalho de impor não vai dar certo, acredito que quase todos os prefeitos já estão convictos de quem vão votar, já tem a chapa pronta, falta só chegar o momento das convenções, eles já estão decididos. Quem me apoia e quem não me apoia fala que vota no senador A e B, mas já o governador, 95% vota no governador, mas no senado são muitos distintos”, disse.

O secretário pondera, no entanto, que a dificuldade em uniformizar apoios não significa inviabilidade eleitoral dos nomes da base ao Senado. Ele lembra que há precedentes de candidaturas majoritárias eleitas mesmo com apoio reduzido de prefeitos, desde que haja um trabalho político consistente e capilarizado para consolidar os votos no eleitorado.


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