A vereadora de Teresina e candidata a deputada federal Samantha Cavalca (Progressistas) afirmou que pretende vincular sua campanha no Piauí à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República e cobrou postura semelhante de outras lideranças identificadas com o bolsonarismo no estado. Segundo ela, políticos que se apresentam como aliados do grupo, mas evitam pedir votos para o candidato presidencial, precisam ser cobrados pelo eleitorado.
Ao comentar como o nome de Flávio Bolsonaro está sendo trabalhado no Piauí, Samantha disse que incluiu o candidato em seus materiais de campanha e que, ao pedir votos para sua candidatura à Câmara dos Deputados, também solicita apoio ao presidenciável.
“Eu particularmente estou trabalhando, colocando minha campanha na rua. No meu material de campanha eu friso: ‘tem Flávio Bolsonaro também’. Eu acho que o eleitor bolsonarista tem que acordar, porque se alguém se diz bolsonarista e não está pedindo voto para o Flávio, se está gravando é com outros candidatos, não passa de um picareta”, afirmou.
A candidata intensificou as críticas às lideranças que, na avaliação dela, utilizam a identificação com o bolsonarismo sem assumir apoio durante a campanha. Samantha afirmou que o eleitor deve observar o comportamento dos candidatos antes de definir o voto.
“Aí imagina uma pessoa que não defende, que não faz campanha para o Flávio agora. Imagine depois. Aí depois não adianta chorar sobre o leite derramado. Não adianta ficar dizendo que foi enganado. Foi enganado não, foi trouxa, porque está sendo alertado. Eu, particularmente, trabalho o nome do Flávio junto com o meu material de campanha. Todo voto que eu peço para mim é casado com o Flávio Bolsonaro”, declarou.
Vereadora rejeita classificação de “extrema-direita”
Questionada sobre o papel de lideranças classificadas como de extrema-direita no Piauí e a expectativa desse campo político para as eleições de 2026, Samantha rejeitou o termo. Para a candidata, o grupo ao qual pertence deve ser definido apenas como de direita.
“Esse negócio de extrema não existe, existe direita. Porque, se você vai falar de extrema-direita, tem que falar de extrema-esquerda também”, disse.
Na mesma resposta, Samantha criticou pautas que associa à esquerda e afirmou que determinadas posições não representam a maioria da população. A candidata utilizou a discussão para reforçar sua identificação com o eleitorado conservador e defender que esse segmento se mobilize em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro no Piauí.