O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), comentou nesta segunda-feira (2) o impasse na base aliada em torno da formação da chapa majoritária para as eleições de 2026. Em entrevista ao O Dia, o chefe do Executivo defendeu mais diálogo entre os partidos e minimizou especulações sobre divergências internas.
Atualmente, Fonteles sustenta o nome de Washington Bandeira, assessor especial do Governo do Estado, como pré-candidato a vice-governador. Para o Senado, defende as pré-candidaturas do senador Marcelo Castro (MDB) e do deputado federal Júlio César (PSD). Já o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), tem pregado mais diálogo antes da definição final da composição.
Ao comentar o cenário, o governador ressaltou que o processo deve respeitar as instâncias partidárias e a construção coletiva.
“Sempre humildade e diálogo nunca demais. Quanto mais humildade e diálogo tivermos todos melhor. É isso que nós temos promovido junto ao nosso Partido dos Trabalhadores e aos partidos da base aliada. Nós respeitamos muito as instâncias partidárias. Além das lideranças, nós temos uma organicidade dentro do partido que é muito respeitada. É um partido que não se define as coisas a partir de um, dois, três nomes”, afirmou.
Fonteles destacou ainda a tradição interna do PT de discutir decisões de forma ampliada.
“Há toda uma discussão ampla e isso tem sido feito. Então sempre eu digo, quanto mais diálogo, quanto mais humildade, melhor. E o que eu tenho de exemplo que aprendi na política é exatamente o ministro Wellington, que está aqui ao meu lado, que me ensinou toda essa parte política. Vocês sabem que eu tenho uma origem mais técnica da gestão privada, depois da gestão pública. Então a parte política, a minha principal referência é o Wellington e o Lula”, disse.
Diante de rumores sobre um possível desgaste na relação com Wellington Dias, o governador negou qualquer rompimento e classificou as especulações como típicas do período pré-eleitoral. Além disso, ele ressaltou que, neste momento, a prioridade deve ser a gestão.
“Da minha parte, eu tenho certeza que do ministro também, obviamente, muita especulação, como eu tenho dito, é muito fuxico. E isso certamente é potencializado por muita gente que tem interesse em eventual discussão, divergência entre nós ou entre quaisquer membros da base”, argumentou.
Indicação para vice é mantida
Questionado sobre a possibilidade de mudança na indicação para vice-governador, Rafael Fonteles reafirmou que mantém o nome de Washington Bandeira como sua sugestão.
“A minha sugestão está mantida, como eu me manifestei publicamente e temos que aguardar as instâncias partidárias tomarem as decisões”, afirmou.
Ele reforçou que a definição da chapa não depende apenas do PT, mas do conjunto de partidos que integram a aliança governista.
“Quem tem que dizer é o partido. Eu digo, nós líderes propomos nomes. Eu fiz a minha parte de propor nomes e estou muito confiante que a gente vai chegar num consenso muito em breve com todos os partidos. Veja, é uma aliança. Não depende nem apenas do PT. Depende de todos os partidos da aliança”, concluiu.
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