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Piauí tem dez pré-candidatos ao governo; conheça quem são e o que defendem

Com eleições marcadas para outubro, disputa ao Palácio de Karnak já reúne nomes da esquerda, direita e centro, com possibilidade de chegar a doze candidatos

10/04/2026 às 17h43

Faltam pouco mais de cinco meses para as eleições gerais, marcadas para 4 de outubro deste ano, que definirão os novos nomes para as casas legislativas, governo estadual e presidência da República. No Piauí, dez nomes já se lançaram como pré-candidatos ao governo estadual, e outros devem surgir: Unidade Popular (UP) e Partido da Causa Operária (PCO) ainda devem anunciar seus representantes na disputa pelo Palácio de Karnak, abrindo a possibilidade de uma eleição com doze candidatos ao cargo.

Rafael Fonteles que disputa a reeleição, deverá ter pelo menos nove candidatos de oposição durante a campanha.  - (Divulgação ) Divulgação
Rafael Fonteles que disputa a reeleição, deverá ter pelo menos nove candidatos de oposição durante a campanha.

Rafael Fonteles (PT) - Governador e candidato à reeleição

Rafael Fonteles tenta a reeleição. Apontado como um dos principais quadros do Partido dos Trabalhadores da nova geração, o atual governador quer manter a presença do PT à frente do governo estadual desde 2015, quando Wellington Dias assumiu depois de Zé Filho (MDB). Antes de chegar ao Karnak, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda estadual, presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz) por dois mandatos, de 2019 a 2022, e ainda esteve à frente do Consórcio Nordeste, já como governador.

Rafael Fonteles tentará a reeleição em 2026.  - (Assis Fernandes/O DIA) Assis Fernandes/O DIA
Rafael Fonteles tentará a reeleição em 2026.

Joel Rodrigues (Progressistas) — Ex-prefeito de Floriano

O nome mais forte na disputa contra Fonteles é o do ex-prefeito de Floriano Joel Rodrigues, oficializado pré-candidato pelo Progressistas após ser validado por pesquisas internas. Joel acumula quatro mandatos à frente da prefeitura florianense e conquistou votação expressiva na disputa ao Senado em 2022, quando obteve 47,60% dos votos contra o então candidato Wellington Dias. Conta com o apoio de Ciro Nogueira, que o vê como figura popular, e preside o Progressistas no Piauí.

Joel Rodrigues, pré-candidato ao Governo do Piauí. - (Assis Fernandes/O DIA) Assis Fernandes/O DIA
Joel Rodrigues, pré-candidato ao Governo do Piauí.

Cidadania/PSDB e Podermos

Cidadania e PSDB estão na mesma federação e firmaram um acordo com o Podemos, o candidato ao governo será o que apresentar melhor desempenho nas pesquisas, enquanto os demais devem migrar para a disputa ao Senado.

Jesus Rodrigues (Cidadania) - Ex-deputado federal

Crítico ferrenho das gestões petistas, Jesus Rodrigues reativou o Cidadania no estado para disputar o Karnak. Com trajetória partidária marcada por idas e vindas, já foi deputado federal pelo PT, diretor do Detran-PI, concorreu ao Senado pelo PSOL em 2018 e tentou uma vaga na Câmara Municipal de Teresina pelo Solidariedade em 2024. Agora busca consolidar seu nome para o governo estadual.

Jesus Rodrigues é pré-candidato pelo Cidadania.  - (Reprodução) Reprodução
Jesus Rodrigues é pré-candidato pelo Cidadania.

Lúcia Santos (PSDB) — Médica e sindicalista

A pré-candidata pelo PSDB é a médica Lúcia Santos, a primeira mulher a presidir a Federação Nacional dos Médicos. Ginecologista, mestre em Ciências da Saúde e especialista em Obstetrícia e Oncologia Ginecológica pela UFP, ela também ocupa a presidência do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi).

Dra. Lúcia Santos, presidente do SIMEPI. - (O DIA TV) O DIA TV
Dra. Lúcia Santos, presidente do SIMEPI.

José Maia Filho, o "Mainha" (Podemos) — Ex-deputado federal

Presidente estadual do Podemos, Mainha deixou o PL recentemente para viabilizar sua candidatura ao governo. Já foi prefeito de Itainópolis entre 1997 e 2004 e em 2021 recusou um cargo no Ministério do Turismo por discordar da política do governo Bolsonaro — a nomeação chegou a ser publicada no Diário Oficial da União.

Ex-deputado Mainha é pré-candidato ao governo.  - (Reprodução/Internet) Reprodução/Internet
Ex-deputado Mainha é pré-candidato ao governo.

Toni Rodrigues (PL) — Jornalista e servidor público

Pelo Partido Liberal, o pré-candidato ao Karnak é o jornalista e servidor público Toni Rodrigues, cujo nome foi lançado ainda em 2025. Aposta em capitalizar votos a partir da candidatura de Flávio Bolsonaro no campo nacional e teve seu lançamento respaldado pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.

Toni Rodrigues é candidato pelo Partido Liberal  - (Redes Sociais) Redes Sociais
Toni Rodrigues é candidato pelo Partido Liberal

Gisvaldo Oliveira (PSOL/Rede) — Professor universitário

Um dos primeiros nomes anunciados foi o do PSOL. O partido aposta em Gisvaldo Oliveira, professor universitário formado em história, que no ano passado disputou a reitoria da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). Ele concorre na federação com a Rede Sustentabilidade.

Gisvaldo Oliveira, ao lado da professora Lucineide, na campanha para reitoria da Uespi..  - (Reprodução) Reprodução
Gisvaldo Oliveira, ao lado da professora Lucineide, na campanha para reitoria da Uespi..

Geraldo Carvalho (PSTU) — Sociólogo e professor da UFPI

Pelo PSTU, a escolha recaiu sobre o sociólogo e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI) Geraldo Carvalho, militante histórico do partido. Já presidiu o Sindicato dos Bancários e dirigiu o Sindicato Nacional dos Professores de Instituições de Ensino Superior (Andes-SN). Em 2022, disputou o Karnak e obteve 0,07% dos votos válidos, terminando em sexto lugar.

Geraldo Carvalho (PSTU) é pré-candidato ao governo pela esquerda.  - (Jailson Soares/ O Dia) Jailson Soares/ O Dia
Geraldo Carvalho (PSTU) é pré-candidato ao governo pela esquerda.

OUTROS NOMES

Francisco Jurity, é professor e deve concorrer pela Democracia Cristã com o apoio do pré-candidato à presidência Aldo Rebelo. Já Ravenna Castro é advogada e deve concorrer pelo Partido da Mobilização Nacional, já disputou a prefeitura de Teresina em 2024 e o governo estadual em 2022.

Com as convenções partidárias previstas para começar em junho, o número final de candidatos deve ser bem menor do que o atual. Grande parte das siglas enfrenta barreiras concretas, ausência de representação federal, quociente eleitoral insuficiente nas últimas eleições, o que leva ficarem sem tempo de televisão e sem acesso ao fundo partidário, o que, na prática, torna muitas candidaturas mais simbólicas do que competitivas.


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