Portal O Dia - Notícias do Piauí, Teresina, Brasil e mundo

WhatsApp Facebook x Telegram Messenger LinkedIn E-mail Gmail

Piauí é o estado com menor participação de mulheres na magistratura, aponta estudo

Levantamento do Observatório Brasileiro das Desigualdades mostra que Roraima, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Alagoas também têm menos de um terço de magistradas nos tribunais estaduais.

12/08/2026 às 18h18

O Piauí é o estado com a menor representação de magistradas no Poder Judiciário do país. Os dados constam no Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, divulgado nesta quarta-feira (12), que considera apenas os Tribunais de Justiça estaduais. Segundo o levantamento, o estado registra apenas 26,5% das vagas do órgão ocupadas por mulheres.

Tribunal de Justiça do Piauí ficou entre os estados que não possu um terço de magistradas mulheres em 2025 - (Maria Clara Estrêla/O Dia) Maria Clara Estrêla/O Dia
Tribunal de Justiça do Piauí ficou entre os estados que não possu um terço de magistradas mulheres em 2025

O estudo considerou as magistradas que atuavam no Judiciário piauiense em 2025. Além do Piauí, os estados em que a participação feminina não ultrapassa um terço do total de magistrados nos tribunais são Roraima (27,8%), Mato Grosso do Sul (28,8%), Tocantins (29,0%) e Alagoas (31,3%).

Com exceção da Justiça do Trabalho, a participação feminina foi baixa em todas as instâncias do país, ficando abaixo de 40% em cada uma delas. Entre 2024 e 2025, no entanto, a representatividade das mulheres na magistratura brasileira aumentou, indicando uma redução, ainda que modesta, da desigualdade de gênero no Poder Judiciário.

Em 2025, as mulheres representavam 40,2% das vagas no Poder Judiciário nacional. A instância com maior participação feminina foi a Justiça do Trabalho, com 50,1% das vagas ocupadas por mulheres. Já a Justiça Militar da União e a Justiça Militar Estadual registraram os menores percentuais, com 24,2% e 26,1%, respectivamente.

Em sentido oposto, o Rio de Janeiro foi o estado com a maior participação feminina na magistratura, com 49,0% das vagas, seguido pelo Rio Grande do Sul (46,3%) e pela Bahia (45,1%). Em nenhuma Unidade da Federação, porém, a presença de mulheres nos tribunais de justiça é igual ou superior a 50%, o que reforça a persistência da desigualdade de gênero nessa instância.