O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, durante ato político no Piauí, apoiadores de adversários que utilizam a bandeira dos Estados Unidos em manifestações e afirmou que a família Bolsonaro, seus principais opositores políticos, “não tem o que propor” para o país. Em discurso, Lula também voltou a criticar o presidente norte-americano Donald Trump e disse que os Estados Unidos não devem interferir nas eleições brasileiras.
“Aqueles que só carregam a bandeira do Brasil e vão para comício com a bandeira americana são vira-latas, são traidores da pátria que não têm nenhum compromisso com esse país”, disparou Lula.
A declaração veio em meio à disputa presidencial, marcada pela polarização entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em atos recentes, Flávio vem mobilizando apoiadores em defesa do legado do pai. No lançamento oficial de sua campanha, em agosto, o candidato utilizou a frase “Meu Partido é o Brasil” e prometeu dar continuidade ao trabalho de Jair.
Lula também fez declarações diretamente à família Bolsonaro ao afirmar que o grupo político adversário se dedica a disseminar informações falsas e não apresenta propostas para o país. “O que se construiu em 20 anos é possível destruir em um mês. E eles contam mentira todo dia com as Fake News porque, na verdade, eles não têm o que propor para este país”, afirmou Lula.
Ao defender a continuidade de seu projeto político, Lula afirmou que pretende ampliar investimentos na educação. “Queremos que o filho do pedreiro possa ser o que ele quiser. Quero provar que a educação não depende do berço onde a pessoa nasceu, mas da capacidade e oportunidade”, disse.
Lula citou ainda os avanços educacionais do Piauí e reforçou que o estado é referência na oferta de ensino em tempo integral. O presidente destacou o trabalho piauiense com inteligência artificial e a partir da criação da SoberanIA, a primeira IA inteiramente feita e operada em português, que foi desenvolvida no Estado. Lula disse que com a SoberanIA, o brasileiro deixa de refém da tecnologia de outros países.
“Não queremos ser reféns de chinês, de americano, de francês. A gente quer ser refém de piauiense. A gente quer ser refém de brasileiro, porque nós queremos provar que os brasileiros não devem nada a ninguém”, afirmou.
Críticas a Trump
No Piauí, Lula voltou a criticar qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras e direcionou a fala ao presidente dos EUA. “Que não venham os americanos querer interferir nas nossas eleições. O Trump que se meta no país dele. Aqui é um problema nosso, de brasileiro”, disparou. O presidente acrescentou ainda que os outros países devem aprender com a postura brasileira.
“Eles vão ter que aprender conosco uma lição. Nós somos pobres, mas somos orgulhosos. Temos que dizer para eles que caráter e dignidade a gente não compra em shopping. A gente traz de berço, da mãe e do pai da gente”, declarou.
Ao concluir o discurso, Lula voltou a apresentar a eleição como uma escolha entre a continuidade das políticas públicas e uma mudança de direção rumo ao retrocesso. “Nesta eleição, o que está em jogo é se a gente vai continuar avançando ou se vai retroceder”, finalizou o presidente.
Veja as fotos da visita de Lula ao Piauí
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