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Mulheres vítimas de violência poderão ter gratuidade no transporte público de Teresina

As mulheres interessadas deverão comprovar que foram vítimas de violência doméstica e/ou familiar, mediante a apresentação de boletim de ocorrência e medida protetiva urgente.

04/05/2026 às 08h49

Tramita na Câmara de Teresina o projeto de lei nº 17/2026, no qual institui a política municipal de gratuidade temporária no transporte coletivo da capital para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. O projeto, de autoria do vereador Delegado James Guerra (Avante), ainda será analisado pelas comissões internas antes de ser apreciado no plenário da Casa.

Mulheres vítimas de violência poderão ter gratuidade no transporte público de Teresina - (Arquivo/ODIA) Arquivo/ODIA
Mulheres vítimas de violência poderão ter gratuidade no transporte público de Teresina

Conforme o texto, a nova lei que poderá vigorar em Teresina tem como objetivo garantir vários benefícios às mulheres vítimas de violência, como: acesso a serviços de proteção, saúde, assistência social e justiça; afastamento do agressor; autonomia e dignidade a vítima; medidas de proteção; bem como instituir um cadastro municipal de beneficiárias.

Para ter acesso à gratuidade, as mulheres interessadas deverão comprovar que foram vítimas de violência doméstica e/ou familiar, mediante a apresentação de boletim de ocorrência e medida protetiva urgente. Caso a vítima não possua esses comprovantes, documentos alternativos como declaração expedida por órgão da rede de proteção ou aqueles definidos em regulamento também poderão ser aceitos como comprovação da violência.

O texto afirma que o benefício de gratuidade no sistema de transporte público municipal tem caráter temporário, a fim de ser utilizado pelo período necessário de superação da situação de risco, conforme critérios que deverão ser definidos pelo Poder Executivo. Caso haja decisão judicial existente, a gratuidade poderá ser concedida pelo período pertinente.

Na justificativa do texto, o parlamentar argumenta que o projeto de lei está atrelado a Lei Maria da Penha, que visa coibir e prevenir violência doméstica e familiar contra a mulher, bem como ter atuação em conjunto com o poder público e assegurar às vítimas meio de acesso a serviços de proteção, assistência e justiça as mulheres da capital. Além disso, o texto visa estabelecer mecanismos de deslocamento seguro, mesmo que de forma temporária, durante o período de maior risco.

O texto ainda será analisado pelas comissões internas da Casa antes de ir a plenário para votação. Caso seja aprovado, o texto será encaminhado para sanção ou veto do prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil).


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