A candidata a deputada estadual Fabíola Lemos (PT) colocou a valorização dos profissionais da educação entre as principais bandeiras de sua campanha para a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Professora e cientista social, ela defende medidas voltadas tanto aos trabalhadores da rede pública estadual quanto aos profissionais de instituições privadas de ensino.
Em entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Comando Geral, da O Dia TV, Fabíola afirmou que pretende atuar na fiscalização das políticas destinadas aos servidores da educação e na defesa da valorização da carreira dos professores da rede estadual. Segundo a candidata, há demandas da categoria que ainda precisam de respostas do poder público.
“Precisamos valorizar a carreira do professor da rede estadual, que está bem defasada. E também, claro, seremos esse mandato que estaremos na fiscalização e na luta, na trincheira, de luta dos professores da rede estadual”, afirmou.
Para os profissionais da rede privada, Fabíola apresentou como uma das propostas a criação de um selo destinado a reconhecer escolas que adotem melhores condições de trabalho para os docentes. Entre os critérios citados por ela estariam o pagamento acima do valor mínimo da hora-aula estabelecido pelo piso sindical e a remuneração das atividades pedagógicas realizadas além do período em sala de aula.
“Acho que existem questões que a Assembleia Legislativa e o nosso Estado está devendo aos professores, tanto da rede estadual quanto até da rede privada. É mais difícil a gente incidir na rede privada, mas é possível. Eu já pensei, por exemplo, na gente elaborar e implementar um selo para as escolas privadas que forem amigas do professor, que pagarem um salário acima da hora-aula mínima do piso sindical, que pagarem horários pedagógicos, porque os professores têm muito essa questão de trabalhar para além da sala de aula e a maior parte das vezes não é remunerado”, explicou.
Saúde mental nas escolas
Outro eixo defendido pela candidata é a criação de uma política estadual voltada à saúde mental de estudantes e profissionais da educação. A proposta, segundo Fabíola, seria estabelecer protocolos mínimos para orientar as escolas sobre como lidar com questões relacionadas ao bem-estar psicológico de jovens e professores.
A candidata relacionou a necessidade da medida ao aumento das responsabilidades assumidas pelas unidades de ensino, especialmente nas escolas de tempo integral.
“A gente pensa muito em desenvolver uma política estadual que acione protocolos mínimos para trabalhar a questão da saúde mental tanto da juventude quanto dos professores. A gente acha que ainda existe essa dívida e é preciso as escolas também tratarem disso porque hoje as escolas já são espaços que tratam de muitas coisas principalmente a escola de tempo integral. Então, a saúde mental é carro-chefe, é um problema sério no nosso estado e ela precisa de respostas”, declarou.
Fabíola também afirmou que pretende levar para a Alepi pautas relacionadas à juventude, segmento que, segundo ela, teve papel importante em sua trajetória política.