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Suspeito de fraudes com financiamentos de veículos no Piauí é preso em Brasília

Investigação aponta esquema com anúncios falsos, contratos divergentes e vítimas em vários estados, com bloqueio de contas e suspensão de empresas.

28/02/2026 às 11h46

28/02/2026 às 11h46

Um homem de iniciais T.S.F., investigado por suspeita de envolvimento em fraudes na comercialização de financiamentos e consórcios de veículos, foi preso preventivamente na última sexta-feira (27) em Brasília, durante operação interestadual vinculada a investigação conduzida no Piauí.

A prisão ocorreu com apoio da Polícia Federal, após mandado expedido pela Justiça no âmbito de apuração sobre um suposto esquema que teria lesado dezenas de vítimas em diferentes estados.

Suspeito de fraudes com financiamentos de veículos no Piauí é preso em Brasília - (Jailson Soares/O Dia) Jailson Soares/O Dia
Suspeito de fraudes com financiamentos de veículos no Piauí é preso em Brasília

Segundo a investigação, os suspeitos utilizavam anúncios falsos em redes sociais, especialmente no Facebook, para oferecer veículos com condições facilitadas de pagamento e promessa de entrega rápida. Após o pagamento de valores iniciais, as vítimas eram orientadas a assinar contratos de consórcio que, conforme a polícia, divergiam das propostas originalmente apresentadas durante a negociação.

De acordo com o delegado Walter Cunha, responsável pelo caso, as vítimas eram levadas a acreditar que estavam adquirindo veículos por meio de financiamento direto.

“Após o pagamento de valores iniciais, as vítimas eram induzidas a assinar contratos de consórcio que divergiam da proposta originalmente apresentada”, afirmou. Ele acrescentou que, em muitos casos, os veículos não eram entregues e os valores pagos não eram restituídos.

As apurações indicam que o esquema teria alcance interestadual, com registros de vítimas no Piauí, Amapá, Maranhão, Roraima e Goiás. O número exato de pessoas prejudicadas ainda está sendo levantado, mas a polícia aponta que dezenas de consumidores podem ter sido lesados financeiramente ao longo do período investigado.

Durante a investigação, foi constatado ainda que a empresa utilizada nas negociações não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar atividades relacionadas a consórcios, o que reforça os indícios de irregularidade na atuação comercial. A ausência de credenciamento é um dos elementos analisados no inquérito que apura possíveis crimes contra o consumidor e fraudes financeiras.

A prisão preventiva integra um conjunto de medidas cautelares autorizadas pela Central de Inquéritos da Comarca de Teresina. Entre as determinações judiciais estão a suspensão das atividades comerciais das empresas investigadas, cumprimento de mandados de busca e apreensão e o bloqueio de valores em contas vinculadas aos investigados, com a finalidade de viabilizar eventual ressarcimento às vítimas.

As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos, aprofundar a análise financeira do esquema e ampliar o levantamento de vítimas em diferentes estados.


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Com edição de Nathalia Amaral.