Uma operação policial realizada no Morro dos Prazeres, Centro do Rio de Janeiro, terminou na morte de um piauiense. Leandro Silva Souza teve sua casa invadida por criminosos procurados, foi feito refém junto com sua esposa e acabou sendo atingido por um tiro durante a tentativa de negociação entre a polícia e os suspeitos. A ação se deu nesta quarta (18).
De acordo com a polícia, Leandro é natural do município piauiense de Milton Brandão e morava no Rio há dez anos. Foi descartado qualquer envolvimento dele com o crime. Ele se preparava para ir para o trabalho quando sua residência foi invadida por seis suspeitos procurados pela PM. O grupo estava armado com revólveres, pistolas e fuzis e rendeu ele e a esposa, Roberta Ferro Hitpólito. Ela foi liberada depois que a polícia atirou nos suspeitos e invadiu a casa.
A operação tinha por objetivo prender Cláudio Augusto dos Santos, conhecido como Jiló dos Prazeres, 55 anos. Ele era apontado como o chefe do tráfico do Comando Vermelho na região. Contra ele, a polícia tinha oito mandados de prisão em aberto por crimes como sequestro, cárcere privado, tráfico de drogas e constrangimento ilegal. Jiló tinha 135 passagens pela polícia. Ele foi morto durante o confronto com a PM.
Além de Leandro e Jiló, mais cinco pessoas acabaram morrendo na operação. Todas elas, segundo a polícia, eram indivíduos procurados por envolvimento com o crime. A operação na Vila dos Prazeres resultou em uma onda de violência. Após a ação, criminosos atearam fogo em ônibus e chegaram a bloquear acessos a região central do Rio.
A operação
A ação na Vila dos Prazeres foi comandada pelo Bope. Ao adentrarem a comunidade, os policiais foram recebidos com tiros. A operação mobilizou 14 viaturas, e 151 agentes. O comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Marcelo de Menezes, disse que o esconderijo de Jiló e sua quadrilha foi localizado nessa terça-feira (17) e ele determinou que a operação fosse realizada ontem (18).
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