Dois empresários foram presos na manhã desta quarta-feira (25), durante uma operação da Polícia Civil do Piauí contra um suposto esquema de consórcios fraudulentos que teria feito vítimas em diversos estados. A ação cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e determinou a suspensão das atividades comerciais de empresas investigadas por estelionato.
Foram detidos J. de L.P., no Piauí, e J. R. G., em Pernambuco. Segundo as autoridades, ambos são apontados como proprietários de empresas suspeitas de aplicar golpes relacionados à comercialização de financiamentos de veículos.
De acordo com o juiz da Central de Inquéritos de Teresina, foi decidido que as empresas Águia Consórcios, Magnatas Cred, Vianna Cred Consórcios e Onebankdigital Serviços Financeiros Ltda. Devem ter suas atividades comerciais suspensas.
A investigação indica que os negócios atuavam com anúncios de venda de veículos divulgados principalmente nas redes sociais.
De acordo com o delegado Walter Cunha, responsável pelo caso, o esquema alvo das investigações consistia na publicação de ofertas atrativas, com promessa de entrega rápida e condições facilitadas de pagamento.
“As vítimas eram induzidas a realizar um pagamento inicial significativo. Posteriormente, eram levadas a assinar contratos que, na realidade, tratavam-se de consórcios, modalidade que não correspondia à proposta inicialmente apresentada”, afirmou.
Ainda segundo o delegado, após o pagamento, os veículos não eram entregues e os valores não eram devolvidos. Quando questionadas, as empresas apresentavam justificativas consideradas evasivas e, em alguns casos, alegavam que o prazo para rescisão do contrato já havia expirado.
A Polícia Civil informou que a empresa Onebankdigital Serviços Financeiros Ltda. Não possuía autorização do Banco Central do Brasil para operar consórcios, conforme consulta realizada junto ao órgão regulador.
As apurações apontam que a fraude atingiu vítimas no Piauí e em outros estados, como Maranhão, Amapá, Tocantins, Goiás e Roraima. Dezenas de pessoas teriam sido prejudicadas, muitas delas utilizando economias destinadas à compra do primeiro veículo.
A operação contou com apoio da Força Estadual Integrada de Segurança Pública e da Polícia Civil do Pernambuco. As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e apurar a participação de demais envolvidos no caso.
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