O candidato a deputado estadual Vinícius Dias (PT) afirmou que pretende construir uma trajetória política própria, apesar da ligação familiar com o ministro Wellington Dias e com a conselheira do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) e ex-deputada Rejane Dias. Segundo ele, sua formação profissional e atuação como médico foram construídas de maneira independente da carreira política dos pais.
As declarações foram concedidas nesta terça-feira (1º) durante entrevista ao programa Comando Geral, da O Dia TV. Vinícius disse que a escolha pela medicina e sua experiência em hospitais públicos e privados demonstram essa autonomia.
“Eu sempre gostei de criar minha própria trajetória. Minha mãe mesmo reflete muito isso. Ela foi uma deputada estadual, federal, muito atuante, certamente alguém de quem eu tenho muito orgulho. E eu quero também mostrar a minha cara própria. Sei que, quando você olha para o livro que é Vinícius Dias, na capa tem Wellington Dias e Rejane Dias. Mas eu quero um conteúdo diferente, alguém que vem de uma outra geração, uma outra formação social”, afirmou.
O candidato reconheceu a influência da experiência política dos pais, mas disse que pretende levar para um eventual mandato principalmente sua vivência profissional na área da saúde.
“Acredito muito nessa experiência política de Wellington Dias e Rejane Dias, que eu sempre tive o grande privilégio de acompanhá-los. Eu, como médico, alguém que trabalha na ponta de um hospital, trabalhou com gestão também, quero muito trazer essa experiência de alguém que entende a saúde mais de perto”, declarou.
Vinícius afirmou ainda estar integrado à chapa do PT e à base do governador Rafael Fonteles. Segundo ele, sua entrada na disputa ocorreu após conversas internas e o surgimento de uma vaga na composição partidária.
Vinícius diz que situação com Mauro Eduardo foi superada
O candidato também comentou as discussões anteriores envolvendo a candidatura de Mauro Eduardo (PT). Vinícius disse que chegou a apoiar a entrada do ex-secretário da Pessoa com Deficiência na disputa quando ainda não pretendia concorrer. Segundo ele, posteriormente surgiram novas possibilidades dentro da chapa, permitindo também sua candidatura.
“A entrada do Mauro não tem relação com a minha entrada, são entradas completamente diferentes. Assim como apoio todos ali que são candidatos. Não é uma vaga que estamos disputando. São 30 vagas como um todo”, afirmou.
Vinícius disse considerar Mauro Eduardo legítimo para disputar o mandato e ressaltou o trabalho desenvolvido por ele na Secretaria para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid).
Saúde mental e inclusão entre prioridades
Para um eventual mandato na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Vinícius colocou a saúde entre suas principais bandeiras, com atenção especial à saúde mental, pessoas com deficiência, famílias atípicas e pessoas neurodivergentes.
“É uma carência muito grande ainda de estruturas públicas que fazem um atendimento e a integração, principalmente quando saímos de Teresina e vamos para o interior. Então, quero ser alguém atuante também, não só em ajuda de distribuição de renda, mas em projetos de leis que venham trazer mais inclusão”, afirmou.
O candidato também citou educação, cursos de capacitação para jovens, esporte, cultura, segurança das mulheres e políticas voltadas aos trabalhadores rurais entre os temas que pretende defender caso seja eleito.