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"Toda voz será ouvida", diz Kássio Nunes, em Teresina, sobre o fortalecimento das instituições democráticas

Em encontro de ouvidorias eleitorais na capital piauiense, presidente do TSE defendeu escuta qualificada à população como caminho para reduzir desconfiança nas instituições

02/07/2026 às 17h38

Em ano de eleições, quando as instituições democráticas voltam a ser testadas, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, defendeu em Teresina, nesta quinta-feira (2), o papel da população e das ouvidorias eleitorais como instrumentos de diálogo e estabilidade institucional.

Ministro Kassio Nunes Marques durante encontro com ouvidorias em Teresina.  - (Divulgação TRE) Divulgação TRE
Ministro Kassio Nunes Marques durante encontro com ouvidorias em Teresina.

O ministro afirmou que a Justiça Eleitoral precisa deixar de ser um órgão que apenas "fala" para se tornar uma estrutura que efetivamente ouve a população, em um contexto de desconfiança crescente nas instituições democráticas. Nas últimas eleições presidenciais, após questionamentos sobre o resultado do pleito, o país viveu os atos de 8 de janeiro, que resultaram na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros réus.

A defesa dessa escuta ocorreu durante o XVIII Encontro do Colégio de Ouvidores da Justiça Eleitoral (ECOJE). Na ocasião, Kássio Nunes destacou que o propósito do TSE é fortalecer esses espaços como locais de escuta qualificada, com inovação e aperfeiçoamento, respeitando a autonomia de cada tribunal.

"O papel da Justiça Eleitoral ultrapassa a organização do pleito; ela atua como guardiã da vontade popular", disse.

O ministro defendeu ainda que as ouvidorias, ao atuarem como intermediárias com a população, podem transformar iniciativas populares em instrumentos de aproximação entre a Justiça Eleitoral e a sociedade, fortalecendo essa relação institucional.

“Porque ao final a democracia se fortalece quando as pessoas confiam em suas instituições, e essa confiança nasce da certeza de que toda voz será ouvida, toda diferença será respeitada", concluiu