A presidente do PSOL no Piauí, Cyntia Falcão, declarou ao Portal O Dia que a sigla fará oposição ao governador Rafael Fonteles (PT) nas eleições deste ano, mesmo integrando, em nível nacional, a base que articula a reeleição do presidente Lula. Segundo ela, o PSOL, em federação com a Rede Sustentabilidade, discorda da política de privatizações adotada pelo governo estadual e tem candidatura de Gisvaldo Oliveira para o Executivo piauiense.
De acordo com Cyntia Falcão, o governador Rafael Fonteles promoveu, ao longo do mandato, uma série de privatizações, entre elas a da Agespisa, o que resultou na criação de um plano de demissões por meio da adesão ao Programa de Afastamento Incentivado (PAI). A medida, segundo a presidente do partido, é rejeitada pela legenda.
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Apesar das dificuldades para fechar a chapa em aliança com a Rede Sustentabilidade, Cyntia afirmou que, mesmo sem recursos financeiros expressivos e com pouco tempo de TV, os dois partidos federados apresentam uma proposta programática voltada a direitos humanos e inclusão social.
“Nós defendemos a renovação do congresso nacional, fortalecendo a esquerda e de apoio à reeleição ao Lula. Com isso apresentamos candidaturas negras e feministas para democratizar esses espaços de poder, que nos últimos anos votaram pautas contra a classe trabalhadora, com privatizações, PPPs, pautas contra as mulheres, como a dificuldade do aborto em casos de estupro e o cerceamento de grupos minoritários “
Para a disputa deste ano, a federação PSOL-Rede, além de Gisvaldo Oliveira como candidato ao governo do Piauí, possui Francinaldo Leão ao Senado, após a Rede Sustentabilidade desistir de lançar nome próprio à Câmara Alta. Para a Câmara dos Deputados, a chapa reúne dez candidatos, a maioria filiada ao PSOL e apenas dois à Rede, além de nove nomes disputando vagas na Assembleia Legislativa do Piauí.