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Presa há 13 meses, Tatiana Medeiros já recebeu R$ 346 mil da Câmara sem trabalhar

A parlamentar, condenada a quase 20 anos por crimes eleitorais e financeiros, continuará recebendo salário até decisão em última instância

28/04/2026 às 17h02

28/04/2026 às 17h02

Tatiana Medeiros (PSB), condenada pela Justiça Eleitoral a 19 anos e 10 meses de prisão por crimes eleitorais e financeiros, continuará recebendo salários da Câmara Municipal de Teresina (CMT) até o trânsito em julgado do processo. A informação foi confirmada pela procuradoria da Casa. Desde que foi presa, em 3 de abril de 2025, a parlamentar já recebeu 13 salários mais o décimo terceiro, totalizando R$ 346.567,06 mesmo cumprindo prisão domiciliar.

A parlamentar, condenada a quase 20 anos por crimes eleitorais e financeiros, continuará recebendo salário até decisão em última instância - (Reprodução/Instagram/TatianaMedeiros) Reprodução/Instagram/TatianaMedeiros
A parlamentar, condenada a quase 20 anos por crimes eleitorais e financeiros, continuará recebendo salário até decisão em última instância

O Portal O Dia acessou os valores pelo Portal da Transparência da Câmara. Atualmente, os parlamentares recebem mensalmente R$ 24.754,79. Com a decisão pela continuidade dos pagamentos, não há previsão de quanto a vereadora ainda deverá receber do parlamento municipal, já que o montante depende do ritmo do processo no Poder Judiciário.

Além de cumprir pena, Tatiana Medeiros deverá pagar cerca de R$ 1 milhão a título de obrigação solidária por danos à coletividade. A sentença concluiu que ela liderou uma organização criminosa voltada à captação ilícita de votos nas eleições municipais de 2024, utilizando o Instituto Vamos Juntos como fachada para o cadastramento irregular de eleitores, aliciamento e controle de votos mediante distribuição sistemática de benefícios, como transferências via Pix, promessas de emprego e cestas básicas.

O presidente da Câmara, Enzo Samuel (PDT), afirmou que a Casa segue rigorosamente o que determina a legislação. Segundo ele, tanto o entendimento legal quanto a própria Constituição garantem à vereadora o direito aos pagamentos até que se esgotem as instâncias de defesa e a condenação se torne definitiva.

"Às vezes parece que é a bel-prazer que a gente quer manter e continuar com o pagamento. Ela está afastada do cargo, mas continua como vereadora, foi eleita pelo seu eleitorado, pelo povo e ainda continua [recebendo]. Como não transitou ainda em julgado, ela tem o direito de comprovar ou não a sua inocência", relatou Enzo Samuel.

A Câmara ressaltou que não foi responsável pelo afastamento de Tatiana Medeiros, que se encontra impedida de exercer o mandato por determinação do Judiciário, e não por decisão da própria Casa. Além da vereadora, outros oito réus foram julgados no mesmo processo, apenas um foi absolvido. Entre os condenados estão seu namorado, Alandilson Passos, sua mãe, Maria Odélia, sua irmã, Bianca Medeiros, e seu padrasto, Stênio Ferreira.


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