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Prazo eleitoral termina e 11 governadores deixam cargos para disputar eleições

Regra da desincompatibilização obrigou saída de chefes do Executivo interessados em novos cargos enquanto gestores do Piauí e outros estados seguem nos postos.

06/04/2026 às 10h03

Terminou, no último sábado (04), o prazo para que agentes públicos deixassem seus cargos a fim de disputar as eleições de outubro. A regra da desincompatibilização levou 11 governadores a renunciarem aos mandatos para concorrer a outros cargos, enquanto outros optaram por permanecer nos postos, como é o caso do Piauí.

Entre os que deixaram os cargos, parte pretende disputar a Presidência da República, como Ronaldo Caiado, de Goiás, e Romeu Zema, de Minas Gerais, que indicou intenção de concorrer, embora ainda não tenha oficializado a candidatura. A maioria, no entanto, busca uma vaga no Senado, incluindo nomes de estados como Pará, Amazonas e Mato Grosso.

Prazo eleitoral termina e 11 governadores deixam cargos para disputar eleições - (Rovena Rosa/Agência Brasil) Rovena Rosa/Agência Brasil
Prazo eleitoral termina e 11 governadores deixam cargos para disputar eleições

No Piauí, o governador Rafael Fonteles (PT) permanece no cargo e deve disputar a reeleição. Pela legislação eleitoral, chefes do Executivo que buscam um segundo mandato não precisam se afastar da função, diferentemente daqueles que pretendem concorrer a outros cargos.

Além dos governadores que deixaram os postos, há ainda um grupo que decidiu não participar da disputa eleitoral deste ano e optou por concluir o mandato. Esses gestores já cumprem o segundo mandato consecutivo e, por isso, não podem concorrer à reeleição.

O prazo para desincompatibilização é previsto na legislação eleitoral e estabelece que ocupantes de cargos públicos devem se afastar até seis meses antes do pleito, como forma de evitar o uso da estrutura administrativa em benefício de candidaturas. A regra atinge ministros, governadores, prefeitos e outros agentes públicos.

Entre os casos que chamam atenção está o do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que deixou o cargo para disputar o Senado, mas foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mesmo assim, a expectativa é que ele tente concorrer sob análise judicial.

Com o encerramento do prazo, o cenário político começa a se consolidar para as eleições de 2026. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, quando eleitores de todo o país irão às urnas para escolher presidente, governadores, senadores e deputados. Caso necessário, o segundo turno será realizado no dia 25 de outubro.

No Piauí, a permanência do atual governador no cargo mantém a estrutura administrativa sem mudanças imediatas, enquanto o foco político se volta para a disputa pela reeleição e para a definição de candidaturas proporcionais no estado.


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Com edição de Nathalia Amaral.