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Polícia Civil investiga morte de piauiense após procedimento de coleta de óvulos em clínica de São Paulo

Gabriela Martins Santos Moura teve uma parada cardiorrespiratória durante a coleta dos óvulos e família questiona falhas no procedimento pela clínica.

24/05/2026 às 11h13

24/05/2026 às 11h13

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar a morte da terapeuta piauiense Gabriela Martins Santos Moura, de 31 anos. Natural de Teresina, ela veio a óbito depois de se submeter a um procedimento de coleta de óvulos em uma clínica de genética em Indianápolis, Estado de São Paulo. O caso aconteceu em fevereiro deste ano, mas, diante da demora na emissão de um laudo que diga qual a real causa da morte, a família acionou a polícia.

Gabriela era casada com o médico piauiense Samuel Ricardo Batista Moura e vinha fazendo tratamento para conseguir engravidar. O marido prestou depoimento à polícia e afirmou que nem o anestesista, nem a técnica ou a enfermeira que acompanhavam o procedimento teriam percebido que Gabriela estava em parada cardiorrespiratória. Imagens da terapeuta sendo socorrida pela equipe da clínica foram divulgadas na última semana.

Gabriel Moura morreu após procedimento em uma clínica de genética em São Paulo - (Reprodução/Redes Sociais) Reprodução/Redes Sociais
Gabriel Moura morreu após procedimento em uma clínica de genética em São Paulo

Os registros mostram Gabriela sendo levada da Genics Clínica Reprodutiva e Genômica em uma maca para o Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde ela deu entrada na UTI, mas acabou morrendo uma semana depois. Em depoimento à polícia, o marido da terapeuta disse suspeitar de falhas na condução do procedimento pela clínica, especialmente na aplicação da anestesia.

À polícia, Samuel acrescentou ainda que a morte de Gabriela poderia ter sido evitada. Os registros médicos da terapeuta mostram que ela foi submetida à coleta de óvulos no dia 17 de fevereiro e, de acordo com o marido, no prontuário constava que ela apresentou queda de saturação e broncoespasmo seguidos de parada cardiorrespiratório durante o procedimento.

A Genics Clínica Reprodutiva afirmou em nota que seguiu todos os protocolos previstos e que Gabriela recebeu o atendimento compatível com a intercorrência registrada. Após as complicações, ela foi submetida a ventilação mecânica, uso de adrenalina e manobras de ressuscitação cardiopulmonar.

A clínica acrescentou ainda que tem “todas as licenças e certificações” para atuar, prezando pelos padrões “do ponto de vista técnico” e “alinhada às mais recentes evidências científicas e às exigências regulatórias nacionais e internacionais”.

O inquérito que apura as circunstâncias da morte de Gabriela foi aberto pelo 4º Distrito Policial de São Paulo. Em nota, a Secretaria de Segurança do Estado (SSP-SP) informo que os médicos envolvidos no procedimento já prestaram depoimento e que a polícia aguarda emissão de laudos pelo IML para esclarecer as causas da morte da terapeuta.


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