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Piauí tem 39 barragens classificadas com alto risco em avaliação técnica, segundo Semarh

Levantamento considera categoria de risco das estruturas; classificação não está relacionada ao fenômeno de sangramento e não indica risco imediato de rompimento.

09/03/2026 às 12h11

Das 163 barragens cadastradas no Piauí, 39 possuem informações suficientes para avaliação quanto à categoria de risco e todas foram classificadas como de alto risco, segundo dados da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Piauí (Semarh).

A classificação faz parte do sistema de monitoramento das estruturas hídricas do estado e não está relacionada diretamente ao fenômeno de sangramento das barragens.

De acordo com a pasta, a categoria de risco avalia fatores estruturais, operacionais e de manutenção das barragens, considerando aspectos como estado de conservação, presença de plano de segurança e monitoramento adequado.

A classificação não significa, necessariamente, risco iminente de rompimento, mas indica a necessidade de atenção e acompanhamento técnico das estruturas.

Piauí tem 39 barragens classificadas com alto risco em avaliação técnica, segundo Semarh - (Reprodução/Semarh-PI) Reprodução/Semarh-PI
Piauí tem 39 barragens classificadas com alto risco em avaliação técnica, segundo Semarh

Além da categoria de risco, todas as barragens cadastradas foram analisadas quanto ao chamado Dano Potencial Associado (DPA), que estima os possíveis impactos caso ocorra um incidente, como rompimento, vazamentos, infiltrações ou falhas operacionais.

Segundo os dados da secretaria, 15 barragens apresentam baixo dano potencial associado, 115 estão classificadas com médio dano potencial e 33 possuem alto dano potencial associado. Essa classificação considera fatores como presença de população a jusante, infraestrutura próxima e possíveis impactos ambientais.

Reservatórios apontados pelo monitoramento ficam em municípios como Aroazes, São Raimundo Nonato, Brasileira, Alegrete do Piauí, Vila Nova do Piauí, Pio IX, Picos, Fronteiras, Campo Maior, Jatobá do Piauí, São Julião, São João do Piauí e Lagoa do Barro do Piauí. Ao todo, o levantamento reúne barragens públicas e particulares espalhadas por diferentes regiões do estado.

A diretora de Recursos Hídricos da Semarh, Joquebede Benvindo, explicou que o conceito de dano potencial está ligado às consequências de um eventual problema estrutural e não ao volume de água armazenado nos reservatórios.

Barragem de Salina, em Campo Maior, chega a 79% e se aproxima do limite de sangramento - (Divulgação/Semarh) Divulgação/Semarh
Barragem de Salina, em Campo Maior, chega a 79% e se aproxima do limite de sangramento

O sangramento ocorre quando o nível da água ultrapassa a cota de armazenamento e começa a escoar pelo vertedouro, estrutura projetada justamente para liberar o excesso de água e preservar a integridade da barragem.

Em Piripiri, por exemplo, o açude Caldeirão já atingiu 100% da capacidade e apresenta vertimento pelo sangradouro. A cota de sangria da barragem é de 10.200 centímetros e o nível registrado chegou a 10.236 centímetros. Já no município de Piracuruca, o açude local opera com cerca de 96% da capacidade de armazenamento.

De acordo com a Semarh, o monitoramento das barragens ocorre de forma contínua, com acompanhamento diário dos níveis de água e inspeções técnicas periódicas.

O Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) informou ao Portal O Dia, nesta segunda-feira (09), que nenhuma das barragens sob sua responsabilidade apresenta risco de rompimento.

O aumento do volume de água nos reservatórios é considerado positivo para o abastecimento humano, atividades produtivas e manutenção dos ecossistemas. Ainda assim, o período chuvoso exige atenção constante das equipes técnicas responsáveis pelo acompanhamento das estruturas em todo o estado.


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Com edição de Ithyara Borges.