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Piauí tem 2ª menor taxa de inadimplência do Brasil, aponta Serasa

Dados de dezembro de 2025 mostram 40,08% da população com dívidas; índice nacional chega a 49,77%.

15/02/2026 às 15h59

O Piauí aparece como o segundo estado do país com a menor taxa de inadimplência, segundo dados do Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas do Serasa referentes a dezembro de 2025. No estado, 40,08% da população possui contas em atraso, índice inferior ao da maior parte do país e atrás apenas de Santa Catarina. No cenário nacional, a inadimplência atinge 49,77% da população.

Piauí teve o maior salário médio de admissão acumulado do Nordeste em 2025. - (Assis Fernandes/O Dia) Assis Fernandes/O Dia
Piauí teve o maior salário médio de admissão acumulado do Nordeste em 2025.

No recorte regional, o levantamento também mostra que o Piauí foi o estado do Nordeste que menos realizou renegociações de dívidas junto ao Serasa, com 63.486 operações registradas. A maior parte das pendências financeiras está concentrada em cartões de crédito, bancos e contas básicas, como água, luz e gás.

Dados do Boletim Analítico da Conjuntura Econômica do Piauí, da Secretaria de Planejamento, indicam que, no terceiro trimestre de 2025, o estado apresentou expansão no saldo de crédito, em contraste com o Nordeste, que registrou retração no mesmo período. No país, o avanço foi de 4,92%, chegando a R$ 19,352 trilhões, acompanhado de aumento da inadimplência média de 3,84% no terceiro trimestre de 2025.

 No Piauí, o salário médio de admissão alcançou R$ 2.028,09, superando a média do Nordeste, de R$ 1.979,02. - (Divulgação/MTE) Divulgação/MTE
No Piauí, o salário médio de admissão alcançou R$ 2.028,09, superando a média do Nordeste, de R$ 1.979,02.

Já no Piauí, o saldo total de crédito cresceu 4,17% no mesmo intervalo, passando de R$ 166,39 bilhões para R$ 173,33 bilhões. O crescimento foi puxado principalmente pela carteira de pessoa física, que avançou 9,11%, enquanto a carteira de pessoa jurídica apresentou retração de -2,36%. No mesmo período, a inadimplência média total no estado subiu de 3,97% para 4,18%.

O desempenho relativamente menor da inadimplência no Piauí, em comparação com outros estados, pode ter relação com o aumento da renda. Segundo o Informe Socioeconômico da Seplan, o salário médio de admissão no estado superou o índice do Nordeste ao longo de 2025.

No país, o salário médio acumulado foi de R$ 2.294,62, valor que representou aumento real de R$ 31,77, equivalente a uma variação de 1,40% em relação a 2024. No Piauí, o salário médio de admissão alcançou R$ 2.028,09, superando a média do Nordeste, de R$ 1.979,02, com um diferencial regional de R$ 49,07 e crescimento real de 5,09% no acumulado do ano, a segunda maior variação do país, atrás apenas de Sergipe, com 6,40%.

“Embora o patamar do Piauí permaneça R$ 266,53 inferior à média nacional, a combinação de nível acima do observado no Nordeste e de expansão real expressiva sugere fortalecimento do valor médio de entrada no mercado formal estadual, em ritmo significativamente superior ao do país”, diz nota técnica da Seplan.


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