O Piauí alcançou, em 2025, números recordes em transplantes e doação de órgãos, segundo dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), por meio da Central Estadual de Transplantes. O levantamento aponta crescimento expressivo em relação a 2024, consolidando avanços na estrutura da rede pública de saúde, na captação de órgãos e na realização de procedimentos especializados no estado.
Entre os indicadores, o maior crescimento foi observado nos transplantes renais. O número de procedimentos quase dobrou em um ano, passando de 40 em 2024 para 74 em 2025. O dado reforça a ampliação da capacidade de atendimento a pacientes que aguardam na fila por um rim, uma das maiores demandas do sistema de transplantes no país.
As doações de múltiplos órgãos efetivadas também apresentaram aumento significativo, subindo de 39 registros em 2024 para 54 em 2025. Já as doações de tecidos, especificamente de córneas com coração parado, passaram de 134 para 157 no mesmo período, indicando maior eficiência nos processos de identificação de doadores e autorização familiar.
O número de transplantes de córneas acompanhou esse crescimento. Em 2024, foram realizados 265 procedimentos, enquanto em 2025 o total chegou a 287. O avanço contribui diretamente para a redução do tempo de espera de pacientes que dependem do transplante para recuperar a visão e melhorar a qualidade de vida.
De acordo com a coordenação da Central Estadual de Transplantes, os resultados refletem o trabalho contínuo das equipes de saúde e o impacto das ações de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. O envolvimento de profissionais capacitados, aliado à sensibilização da população, tem sido apontado como fator determinante para o aumento dos índices.
A Secretaria de Saúde avalia que o desempenho registrado em 2025 indica um cenário positivo para os próximos anos. A expectativa é de que os números continuem em crescimento, acompanhando o fortalecimento da rede de média e alta complexidade e a ampliação dos serviços especializados no estado.
Os dados também evidenciam a relevância da doação de órgãos como política pública de saúde. Cada procedimento realizado representa a possibilidade de prolongar ou transformar vidas, reforçando a importância da continuidade das ações voltadas à informação e ao acolhimento das famílias.
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