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Piauí não registra casos de sarampo apesar de alta no Brasil em 2025

País teve 38 registros em 2025, maioria entre não vacinados, enquanto OMS e Ministério da Saúde reforçam alerta pela vacinação

04/02/2026 às 19h08

O Piauí segue sem registrar casos de sarampo, mesmo diante do aumento expressivo da doença no Brasil e nas Américas. O cenário levou a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), e o Ministério da Saúde a reforçarem o alerta para a importância da vacinação, especialmente diante do crescimento dos registros em 2025.

O estado que mais registrou casos de sarampo em 2025 foi o Tocantins, com 25 notificações.  - (© Fernando Frazão/Agência Brasil) © Fernando Frazão/Agência Brasil
O estado que mais registrou casos de sarampo em 2025 foi o Tocantins, com 25 notificações.

No Brasil, foram registrados 38 casos em 2025, sendo 36 em pessoas sem histórico de vacinação. Em 2024, haviam sido apenas quatro registros. Em 2026, até o momento, não há casos reconhecidos no país. Apesar do aumento, o Brasil mantém o status de país livre do sarampo.

Do total de casos em 2025, dez foram classificados como importados, 25 relacionados à importação e três com fonte de infecção desconhecida. As ocorrências foram registradas no no Distrito Federal (um), Maranhão (um), Mato Grosso (seis), Rio de Janeiro (dois), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (um) e Tocantins (25)

Nas Américas, os casos de sarampo aumentaram quase 23 vezes entre 2024 e 2025. No ano passado, foram identificados 14.891 registros da doença no continente, contra 446 no ano anterior, além de 29 mortes. Já em janeiro de 2026, dados parciais da Opas apontam 1.031 casos, número quase 45 vezes superior aos 23 registrados no mesmo período de 2025, sem confirmação de óbitos até o momento.

O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa, que pode evoluir para complicações graves e até levar à morte. Entre os sintomas estão febre, tosse, coriza, perda de apetite, conjuntivite e manchas vermelhas na pele, que geralmente começam no rosto e se espalham pelo corpo. Em casos mais graves, a doença pode causar pneumonia, encefalite e cegueira.

A principal forma de prevenção é a vacinação, ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacina tríplice viral deve ser aplicada aos 12 meses de idade, com dose de reforço aos 15 meses. Pessoas de até 59 anos que não tenham comprovante de vacinação ou esquema completo devem procurar uma unidade de saúde para atualização da carteira.

De acordo com o Ministério da Saúde, dados preliminares de 2025 indicam “avanço expressivo” na cobertura vacinal em relação a 2022. A cobertura da tríplice viral subiu de 80,7% para 93,78%, enquanto a aplicação da dose de reforço aumentou de 57,6% para 78,9%, “evidenciando a retomada das coberturas no país”.


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Com informações da Agência Brasil