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Piauí é o 3º maior gerador de energia solar do Brasil em grandes usinas, aponta Absolar

Estado não aparece entre os três primeiros no ranking de geração distribuída, que inclui pequenas usinas e telhados

02/05/2026 às 14h48

O Piauí ocupa a terceira posição no ranking nacional de geração centralizada de energia solar, com 2,4 gigawatts (GW) instalados em grandes usinas, atrás apenas de Minas Gerais (8,6 GW) e Bahia (2,9 GW). O dado, divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), coloca o estado entre os protagonistas da matriz elétrica renovável do país.

Estado não aparece entre os três primeiros no ranking de geração distribuída, que inclui pequenas usinas e telhados - (Divulgação/Ccom) Divulgação/Ccom
Estado não aparece entre os três primeiros no ranking de geração distribuída, que inclui pequenas usinas e telhados

No entanto, quando o recorte muda para a geração distribuída, que inclui pequenas usinas e painéis em telhados residenciais e comerciais, o Piauí não figura entre os três primeiros do ranking. O pódio fica com São Paulo (6,5 GW), Minas Gerais (5,8 GW) e Paraná (4,2 GW).

A ausência piauiense entre os líderes da geração distribuída contrasta com o protagonismo do estado na produção em larga escala e levanta questões sobre o alcance da transição energética para além das grandes empresas e o quanto esse avanço chega, de fato, à população.

O cenário nacional é de avanço histórico acompanhado de desaceleração recente. Os investimentos acumulados em energia solar no Brasil ultrapassaram R$ 300 bilhões, considerando grandes usinas e sistemas de geração própria. O setor responde por 25,3% da matriz elétrica do país, a segunda maior fonte de energia, com 68,6 GW de capacidade instalada, mais de 2 milhões de empregos gerados na última década e R$ 95,9 bilhões em arrecadação pública.

Projeto de energia solar em São João do Piauí - (Celeo Redes Brasil) Celeo Redes Brasil
Projeto de energia solar em São João do Piauí

Apesar dos números expressivos, 2025 marcou uma retração significativa. A potência adicionada à matriz caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte. Entre os fatores apontados pela Absolar estão cortes na geração de usinas renováveis sem compensação financeira aos empreendedores e dificuldades de conexão para pequenos sistemas, ligadas à capacidade das redes elétricas. O resultado, segundo a entidade, foi fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de postos de trabalho.

Para o período 2026–2030, a presidente eleita do conselho da Absolar, Barbara Rubim, afirmou que a prioridade será promover uma expansão sustentável, com foco em melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de energia e incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e hidrogênio verde.

A entidade defende ainda a regulamentação do armazenamento de energia elétrica junto ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), medidas que, segundo a Absolar, podem ser adotadas por decretos presidenciais ou portarias ministeriais, sem necessidade de aprovação no Congresso.


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Com informações da Agência Brasil