No Piauí, as mulheres recebem, em média, 92,1% do valor dos salários dos homens. O estado está posicionado entre os entes federativos com a menor taxa de desigualdade salarial do país, ficando atrás apenas do Acre, com 91,9%. O levantamento integra o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios, divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
As maiores desigualdades salariais entre homens e mulheres estão nas regiões Sudeste e Sul, com Espírito Santo (70,7%), Rio de Janeiro (71,2%) e Paraná (71,3%) liderando entre os estados com maior disparidade.
O relatório integra a aplicação da Lei nº 14.611/2023, que estabelece a transparência salarial como instrumento para promover a igualdade de remuneração entre homens e mulheres. A legislação determina que empresas com 100 ou mais empregados realizem a divulgação de seus critérios salariais, visando combater a discriminação e ampliar a participação feminina no mercado de trabalho.
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Em todo o país, a participação feminina no mercado de trabalho cresceu 11% no último ano, com ampliação de oportunidades para mulheres negras e pardas. Mesmo com o avanço, as mulheres continuam recebendo, em média, salário 21,3% menor que os homens no setor privado.
O documento apontou que o número de trabalhadoras passou de 7,2 milhões para 8 milhões, um acréscimo de cerca de 800 mil postos. O crescimento foi ainda mais expressivo entre mulheres negras — pretas e pardas —, cujo número de ocupadas aumentou 29%, de 3,2 milhões para 4,2 milhões.
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