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No Piauí, Marina Silva atribui chuvas intensas no Sul do estado aos efeitos das mudanças climáticas

Durante a agenda, Marina Silva também citou o lançamento preliminar do Plano Nacional de Combate à Desertificação.

06/03/2026 às 11h30

A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que as fortes chuvas registradas nas últimas semanas no Sul do Piauí estão relacionadas ao avanço das mudanças climáticas. A declaração foi dada ao PortalODia.com nesta sexta-feira (6), durante agenda do Governo do Brasil na Rua – Feira da Cidadania.

No Piauí, Marina Silva atribui chuvas intensas no Sul do estado aos efeitos das mudanças climáticas - (Reprodução) Reprodução
No Piauí, Marina Silva atribui chuvas intensas no Sul do estado aos efeitos das mudanças climáticas

Nos últimos dias, municípios da região têm registrado volumes elevados de precipitação e alertas para possíveis alagamentos, especialmente em áreas próximas a rios e riachos. Segundo a ministra, eventos climáticos extremos estão se tornando cada vez mais frequentes e intensos. 

“Nós vivemos uma situação que não é mais de urgência, e sim de emergência climática. E a melhor forma de combater as enchentes combatendo o desmatamento. A causa da mudança do clima, a destruição do Cerrado, da Amazônia, da Caatinga, do Pantanal. Mas, infelizmente, nós já estamos vivendo o novo normal. Chuvas que eram para cair em três meses, caindo em apenas algumas horas”, afirmou.

Marina Silva também associou o fenômeno ao desmatamento em biomas brasileiros, como o Cerrado, a Amazônia, a Caatinga e o Pantanal, apontando que a degradação ambiental contribui para mudanças no regime de chuvas. Além disso, ela destacou ainda a necessidade de adaptação das cidades para enfrentar eventos climáticos extremos. Entre as medidas citadas estão investimentos em drenagem urbana, planejamento territorial e sistemas de alerta para populações em áreas vulneráveis.

“É preciso que cada vez mais programas como o que o governo federal tem do PAC, criar os sistemas de alerta e as cidades se reprogramarem. É preciso que se tenha todo um trabalho de galerias, de distribuição de águas, em alguns casos de remoção de população e principalmente sistemas de alerta rápido para que as populações mais vulneráveis não venham a sofrer o que está acontecendo agora lá em Juiz de Fora, em Minas Gerais, onde o governador Zema cortou 96% dos recursos para o enfrentamento das emergências climáticas”, disse.

No Piauí, Marina Silva atribui chuvas intensas no Sul do estado aos efeitos das mudanças climáticas - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
No Piauí, Marina Silva atribui chuvas intensas no Sul do estado aos efeitos das mudanças climáticas
No Piauí, Marina Silva atribui chuvas intensas no Sul do estado aos efeitos das mudanças climáticas - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
No Piauí, Marina Silva atribui chuvas intensas no Sul do estado aos efeitos das mudanças climáticas

Combate à desertificação

Durante a agenda, Marina Silva também citou o lançamento preliminar do Plano Nacional de Combate à Desertificação. Segundo a ministra, o Brasil possui cerca de 300 mil quilômetros quadrados de áreas desertificadas ou em processo de desertificação.

A iniciativa prevê ações de restauração ambiental, combate ao desmatamento e ampliação de políticas de acesso à água no semiárido, incluindo o programa de cisternas defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Eleições de 2026

Questionada sobre uma possível candidatura nas eleições de 2026, Marina Silva disse que ainda não há decisão sobre o tema.

“Ainda não está decidido. É uma discussão que está sendo feita, mas eu estou aqui como ministra para tratar dos assuntos do governo, não quero misturar as coisas de política”, finalizou.


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