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"Não quero nem pensar" em derrota de Lula, diz Marcelo Castro após reeleição ao Senado

Senador mais votado do Piauí aposta na vitória do presidente no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que lidera com 47% no primeiro

04/10/2026 às 21h30

"Não quero nem pensar na possibilidade", declarou o senador Marcelo Castro (MDB) ao ser questionado sobre as chances de Luiz Inácio Lula da Silva ser derrotado no segundo turno por Flávio Bolsonaro (PL), que lidera a disputa presidencial com 47% dos votos no primeiro turno. Reeleito, o senador comemorou o fato de o Piauí passar a ter três senadores ligados a Lula e preferiu não atribuir a derrota de Ciro Nogueira (PP) a processos relacionados a Vorcaro e ao Banco Master.

Senador mais votado do Piauí aposta na vitória do presidente no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que lidera com 47% no primeiro - (Ascom) Ascom
Senador mais votado do Piauí aposta na vitória do presidente no segundo turno contra Flávio Bolsonaro, que lidera com 47% no primeiro

Para Marcelo Castro, Lula será reeleito no segundo turno para "continuar trabalhando e fazendo o bem pelo nosso país". O senador também disse que projetava entre 70% e 75% dos votos para Rafael Fonteles (PT), contra Joel Rodrigues (PP), e que acertou a previsão para o governo estadual.

Sobre a própria reeleição como senador mais votado, Castro avalia que o resultado representa um reconhecimento dos piauienses ao trabalho prestado no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa.

"Sempre a minha imagem para todos que me conhecem é de uma pessoa séria, de uma pessoa trabalhadora, de uma pessoa que procura resolver os problemas. Nunca fiz mal a ninguém. Espero um dia morrer e as pessoas poderem discursar no meu túmulo: "Aqui jaz uma pessoa que nunca fez mal a qualquer ser humano na face da terra". Quando posso fazer o bem, eu faço o bem; quando não posso, deixo a pessoa tocar sua vida", declarou.

MDB no parlamento e propostas para os próximos anos

Presidente estadual do MDB, Marcelo Castro afirmou que o partido acertou quase todas as projeções de cadeiras, com um senador e dois deputados federais eleitos. O único erro foi na Assembleia Legislativa (Alepi), onde a expectativa era de nove nomes e a legenda conquistou oito vagas.

Como estratégia para o mandato da bancada governista, em parceria com o governador Rafael Fonteles, o senador disse que a meta é aumentar a renda dos piauienses. Ele citou as melhorias promovidas por Wellington Dias no governo, que resultaram em avanço do IDH no estado.

"A estratégia é crédito, assistência técnica e pegar a vocação de cada região, como Corrente na pecuária; Parnaíba e Luís Correia no turismo; São Raimundo Nonato e Picos no mel. Vamos estimular as cadeias produtivas, dar assistência técnica e crédito para que o piauiense ganhe mais e viva melhor", declarou.

Sobre a eleição de senadores ligados à direita em outros estados, Castro afirmou que ainda fará um balanço nacional, já que permaneceu concentrado na apuração no Piauí. "Vou estudar hoje à noite e amanhã, na primeira entrevista que eu vou dar, falarei sobre o quadro nacional."