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Na disputa ao Senado, Madalena Nunes defende auditoria da dívida pública e fim do orçamento secreto

Ao O Dia a candidata do PSOL destacou que a prioridade do Estado tem sido o sistema financeiro em detrimento das necessidades básicas da população

18/08/2026 às 17h13

A candidata ao Senado pelo Piauí, Madalena Nunes (PSOL/REDE), defendeu, em entrevista ao O Dia nesta terça-feira (18), uma mudança estrutural na forma como o orçamento do país é gerido. Servidora pública federal, ela afirma que o Estado tem priorizado o sistema financeiro em detrimento de necessidades básicas da população, como a redistribuição de renda, e propõe uma revisão profunda das contas públicas.

Ao O Dia, Madalena Nunes destacou que a prioridade do Estado tem sido o sistema financeiro em detrimento das necessidades básicas da população - (Reprodução O Dia) Reprodução O Dia
Ao O Dia, Madalena Nunes destacou que a prioridade do Estado tem sido o sistema financeiro em detrimento das necessidades básicas da população

De acordo com Madalena Nunes, um dos pilares centrais de sua plataforma é a realização de uma auditoria da dívida pública com participação social. Segundo a candidata, metade da riqueza produzida pelo país é destinada ao pagamento de uma dívida cuja origem e destino, na sua avaliação, carecem de transparência.

"O orçamento do país, em torno de 50% para pagar dívida pública, dívida que nós não sabemos para onde vai porque pagamos, são dados pouco transparentes, defendemos a auditoria da dívida com participação social porque é a nossa vida que tá perecendo nas ruas, onde está indo o nosso dinheiro? O bolso dos banqueiros para quem já tem muito dinheiro pra concentração aumentar ainda".

A candidata também realizou críticas à atual composição e ao funcionamento do Poder Legislativo. Para ela, o país vive um cenário em que o Congresso Nacional exerce poder desproporcional, reduzindo o Executivo, em suas palavras, à condição de "refém". Madalena classifica ainda o orçamento secreto como um instrumento de perpetuação do poder das elites políticas.

"O orçamento secreto que é uma corrupção legalizada, que é exatamente para favorecer mais ainda [os políticos], eles acham pouco o fundo eleitoral, o fundo partidário, que eles abocanham todo praticamente e ainda criam o orçamento secreto, a gente precisa estar lá dentro para combater".

Ela afirmou que embora seu partido apoie a reeleição do presidente Lula, mantém postura crítica, por avaliar que o país nunca teve um governo "legitimamente de esquerda" em razão do controle exercido pela "direita rica" no Congresso. "Quem controla as ações do governo federal é o Congresso, a direita que especula, a direita que nos mata, a direita que retira direitos", declarou, ao afirmar que o parlamento muitas vezes atua como "inimigo do povo" ao barrar pautas sociais, entre elas o fim da escala 6x1.